O achado gerou uma imediata devoção popular, mas o rei D. João VI ordenou a transferência da imagem para a Sé de Lisboa por falta de condições no local, onde permaneceu "exilada" por mais de 60 anos. Durante as Guerras Liberais, a imagem tornou-se um forte símbolo político e religioso para a fação tradicionalista, recolhendo profunda devoção por parte da rainha D. Carlota Joaquina e do infante D. Miguel.
Graças aos esforços de figuras como Tomás Ribeiro, o atual santuário foi construído com o altar-mor erguido precisamente sobre a gruta original. Inaugurado em 1893 com a presença da Família Real (incluindo a Rainha D. Amélia), o espaço cruza, desde a sua génese, a fé católica com a história política do século XIX português.


