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XXXVI Aniversário da RAL - Nossa Senhora da Rocha

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A Real Associação de Lisboa (RAL) celebrou ontem o seu XXXVI aniversário com uma visita histórica ao Santuário de Nossa Senhora da Rocha*, em Queijas, que registou a adesão de numerosos associados.
 
Com início às 10h00, o programa incluiu uma apaixonada visita guiada pelo Reitor do Santuário, o Rev. Padre Alexandre Ferreira dos Santos. Na ocasião, os presentes tiveram a oportunidade rara de aceder ao museu do espaço, que se encontra habitualmente encerrado ao público.
 
O evento contou com a presença de S.A.R. o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, que conferiu um especial destaque institucional à efeméride ao presidir ao habitual almoço de confraternização. A relevância do ato ficou também assinalada pelo acolhimento da direção da Irmandade de Nossa Senhora da Conceição da Rocha, representada pelos doutores Manuel Gonçalves, Alcino Loureiro, Almeida Nunes e André Perestrelo Morais.
 
No final, após uma troca de presentes, João Távora, presidente da RAL, agradeceu a presença de todos e o contributo de cada um para o sucesso do convívio. No seu discurso, exaltou a tradição mariana que marca a história de Portugal desde a fundação do País e que — sublinhou — a Família Real Portuguesa insiste em encarnar com reconhecida abnegação.
 
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* O Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Rocha (em Queijas, Oeiras) nasceu a partir da descoberta de uma imagem da Virgem Maria em 1822, por um grupo de jovens caçadores no interior de uma gruta pré-histórica junto ao rio Jamor.

O achado gerou uma imediata devoção popular, mas o rei D. João VI ordenou a transferência da imagem para a Sé de Lisboa por falta de condições no local, onde permaneceu "exilada" por mais de 60 anos. Durante as Guerras Liberais, a imagem tornou-se um forte símbolo político e religioso para a fação tradicionalista, recolhendo profunda devoção por parte da rainha D. Carlota Joaquina e do infante D. Miguel.

Graças aos esforços de figuras como Tomás Ribeiro, o atual santuário foi construído com o altar-mor erguido precisamente sobre a gruta original. Inaugurado em 1893 com a presença da Família Real (incluindo a Rainha D. Amélia), o espaço cruza, desde a sua génese, a fé católica com a história política do século XIX português.