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	<title>REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA</title>
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	<description>Sítio da Real Associação de Lisboa.</description>
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		<title>Homilia na Missa de sufrágio por El-Rei D. Carlos I e pelo Príncipe Real &#8211; 2012</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 18:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="text-align: left;"><strong>Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. (&#8230;) Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei D. Carlos, com dois tiros disparados à sua retaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor D. Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.</strong></span></p>
<p><span style="text-align: left;"><br />
 </span></p>
<p align="center"><strong><span style="font-weight: bold; text-align: -webkit-center;">APRENDER A SERVIR</span></strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p><strong>1. Introdução.</strong> «<em>Jesus disse-lhes: ‘Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa’</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn1">[1]</a>.</p>
<p>O desconsolo desta observação de Nosso Senhor, quando de passagem por Nazaré, bem podia reflectir o sentimento de estupefacção e de revoltada tristeza que necessariamente nos invade quando evocamos o hediondo crime em que pereceram Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Carlos I e Sua Alteza Real Dom Luís Filipe, Príncipe Real, no dia primeiro de Fevereiro de mil novecentos e oito.</p>
<p>Com efeito, também as vítimas do regicídio foram desprezadas na sua terra e, de algum modo, entre os seus parentes e em sua casa, porque a casa do monarca é o seu país e, o seu povo, a sua família alargada. Ao tombarem pela Pátria, El-Rei e o Príncipe sentiram porventura aquele mesmo desprezo de que se queixa Jesus Cristo, tanto mais injusto quanto procedente dos seus súbditos, daqueles mesmo de quem seria de esperar uma atitude de gratidão ou, pelo menos, de respeito pelo seu exemplar serviço à nação<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p>O pecado do Rei David que, ao recensear a população, duvidou da providencial protecção divina, foi expiado pelo seu povo, tendo perecido, por esse motivo, setenta mil homens, desde Dan até Bersabé<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn3">[3]</a>. De modo análogo, o sangue divino do Filho de David, segundo a sua linhagem humana<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn4">[4]</a>, a todos resgatou da culpa original dos nossos primeiros pais, como já vaticinara o seu régio antepassado: «<em>a vossa mão caia sobre mim e a minha família</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn5">[5]</a>. Foi também para remir a nação que foi derramado, no Terreiro do Paço, o sangue real de El-Rei D. Carlos I e do Príncipe D. Luís Filipe.</p>
<p>Se mais de um século decorrido sobre esta nefasta efeméride nos reunimos em solene assembleia eucarística nesta Igreja de São Vicente de Fora, junto ao Panteão Real, onde repousam os corpos de El-Rei D. Carlos, do Príncipe e de outros membros da Família Real, é não apenas para sufragar as suas almas, mas também para agradecer a bênção do seu martírio e desagravar a nossa memória colectiva da culpa de que foram inocentes vítimas. Por isso, com o salmista, juntos rezámos: «<em>Perdoai Senhor, a culpa do meu pecado</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn6">[6]</a>.</p>
<p>A História escreve-se com os grandes feitos dos nossos santos e heróis, mas também com as sombras dos pecados e traições dos nossos compatriotas. Se justamente nos orgulhamos de pertencer à estirpe de um Egas Moniz, de uma Rainha Santa, de um São Nuno Álvares Pereira, de uma Santa Beatriz da Silva, de um Dom Vasco da Gama, de uma Dona Filipa de Vilhena, ou de um Henrique de Paiva Couceiro, não podemos enjeitar a funesta herança daqueles nossos concidadãos que, como os regicidas, mancharam a nossa História com o sangue inocente de um Rei e de um Príncipe Real.</p>
<p>Se nos compete honrar a memória dos heróis, a triste sina dos traidores à Pátria nos obriga a pedir perdão ao Altíssimo pelos seus crimes e humildemente suplicar a Deus que nos conceda a graça da fidelidade e nos faça dignos filhos da Igreja e desta fidelíssima nação, a que nos orgulhamos de pertencer. «<em>Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos, fazei que à minha volta só haja hinos de vitória</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn1">[1]</a>.</p>
<p><strong>2. Cumprimentos.</strong> Antes de prosseguir com a exegese dos textos proclamados na liturgia da palavra desta celebração eucarística, importa saudar Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança, o Senhor Dom Duarte e a Senhora D. Isabel, que, na sua qualidade de Chefes da Casa Real, são os representantes do penúltimo Rei de Portugal e do seu filho primogénito, em cuja memória se celebra esta Missa.</p>
<p>Este seu gesto, já habitual, releva não só piedosos sentimentos cristãos, mas também um muito salutar entendimento do seu patriotismo e da sua caridade cristã. Com efeito, sendo o actual Chefe da Casa Real procedente de um outro ramo da Casa de Bragança, seria compreensível que se dispensasse do encargo de homenagear os penúltimos membros da linha primogénita da Família Real, entretanto extinta, que esteve na origem do exílio e espoliação do Senhor D. Miguel I e da sua augusta descendência. Contudo, numa atitude que muito honra a sua condição cristã e o seu patriotismo, o Senhor Dom Duarte cumpre anualmente com esta nobre devoção, que evidencia a sua capacidade de antepor aos seus próprios sentimentos pessoais e às vicissitudes históricas da Família Real, o superior interesse da dinastia e da nação, como aliás sempre foi timbre da Casa de Bragança.</p>
<p>Ao Senhor Prior desta belíssima e emblemática Igreja de São Vicente de Fora agradeço a disponibilidade para esta celebração, assegurando-lhe a minha fraternal estima e uma especial lembrança nas minhas orações.</p>
<p>Não posso deixar de agradecer também ao Presidente da Causa Real a sua presença neste acto, bem como ao Presidente da Real Associação de Lisboa que, ao mandar celebrar esta Santa Missa, teve a amabilidade de me convidar, permitindo-me assim prestar, na medida em que a minha condição sacerdotal o permite, a minha humilde homenagem à Família Real e à Instituição que também os meus maiores serviram. Cumprimento, com especial deferência, o Presidente do Instituto da Nobreza Portuguesa e o Presidente da Associação da Nobreza Histórica de Portugal.</p>
<p>Refiro ainda a já habitual presença dos dignitários das Ordens dinásticas de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Santa Isabel, bem como os meus confrades da Soberana Ordem Militar de Malta e da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, de que é Dama Grã-Cruz Sua Alteza a Senhora Infanta D. Maria Adelaide, que ontem mesmo festejou o centenário do seu nascimento e a quem felicito muito especialmente, em oração de acção de graças a Deus pelo dom da sua vida e do seu notabilíssimo testemunho cristão.</p>
<p>Saúdo também as demais organizações aqui representadas, com especial menção para os jovens monárquicos, prova viva da perenidade do ideal que os anima. Abraço por último, mas com igual afecto, todos os outros fiéis presentes, qualquer que seja a sua filiação partidária porque, na casa de Deus, que é a sua Igreja, todos somos irmãos na comunhão da mesma fé, esperança e caridade, qualquer que seja a nossa raça, língua, condição social ou opção política, desde que compatível com os valores cristãos.</p>
<p><strong>3. A virtude do patriotismo.</strong> «<em>Jesus dirigiu-se à sua terra e os discípulos acompanharam-no. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: ‘De onde lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?’ E ficavam perplexos a seu respeito</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p>Esta breve passagem de Jesus por Nazaré – a terra de que tomou nome e em que viveu a maior parte da sua vida terrena, embora fosse natural de Belém de Judá<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn3">[3]</a> – é rica em ensinamentos. O exemplo da vida familiar e do trabalho artesanal do divino «<em>carpinteiro, Filho de Maria</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn4">[4]</a>, é uma lição para todos nós, também chamados à perfeição da caridade <em>em</em> e <em>através</em> dos nossos deveres domésticos e profissionais.</p>
<p>Em boa hora o recordou o Concílio Vaticano II<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn5">[5]</a>, cujo cinquentenário festejaremos no presente ano. A este propósito, o Santo Padre Bento XVI convocou a Igreja universal para a celebração do <em>Ano da Fé</em>, que terá início precisamente no próximo dia 11 de Outubro, aniversário da solene abertura do referido Concílio ecuménico<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn6">[6]</a>.</p>
<p>O aludido regresso de Nosso Senhor «<em>à sua terra</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn7">[7]</a>, em que decorrera o seu crescimento «<em>em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn8">[8]</a>, também nos ensina a necessidade de cultivar o amor à Pátria e a necessidade de educar a juventude na escola dos valores cristãos e dos exemplos da nossa História.</p>
<p>A <em>pátria</em> é, como o seu próprio nome indica, a terra dos pais. Era tão vivo o apego dos israelitas à terra dos pais que o Patriarca José, morto no exílio, quis ser sepultado na terra prometida<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn9">[9]</a>. Pela mesma razão, os habitantes daquela nação escolhida não se recenseavam no local da sua residência, mas no lugar de proveniência da sua família. É esta a razão que explica a viagem a Belém de Maria e de José, porque este «<em>era da casa e família de David</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn10">[10]</a>. E é, precisamente quando se encontram nessa pequena povoação da Judeia, que ocorre o nascimento de Jesus, para que assim se cumprissem as Escrituras<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn11">[11]</a>.</p>
<p>O patriotismo é uma virtude moral exigida pelo IV Mandamento da Lei de Deus, que impõe a gozosa obrigação de honrar os progenitores. A veneração devida aos pais é extensiva à terra que, por ser deles, é, em sentido etimológico, a nossa pátria. Este sentimento patriótico é compatível com o respeito por todas as nacionalidades, de modo análogo a como a piedade filial não se opõe ao dever universal da caridade. Outra coisa seria um nacionalismo de carácter xenófobo, absolutamente incompatível com a exigência do Mandamento novo do Senhor<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn12">[12]</a>, o qual atesta, ou não, a autenticidade da nossa condição de seus discípulos<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn13">[13]</a>, ou seja, de verdadeiros cristãos.</p>
<p>Se o patriotismo decorre da piedade filial, é razoável que aos pais corresponda, em primeiríssimo lugar, a incumbência de instruir os seus filhos nos valores e tradições da sua terra e das suas gentes. Com a naturalidade com que se transmitem os princípios da religião, ou as normas da boa educação, as famílias devem ter também a preocupação de legar às gerações mais novas as tradições nacionais, que são expressão da identidade colectiva.</p>
<p>Nestes tempos, em que a História de Portugal é uma matéria quase omissa nos currículos escolares, ou a sua referência é feita em termos ideológicos que distorcem o seu verdadeiro sentido, há que apelar para a responsabilidade dos pais e avós em relação à formação religiosa e patriótica dos seus filhos e netos. É preciso que a nossa memória, como nação, não se dilua nos meandros dos projectos educativos de carácter global, que muitas vezes servem obscuros desígnios de suspeitas ideologias e interesses mundiais. É urgente que os exemplos dos nossos egrégios avós se conheçam nas nossas casas e que os nossos santos e heróis, agora que parece que foram expulsos dos calendários oficiais, continuem a ser as nossas principais referências e os modelos em que se inspira, sem anacrónicos saudosismos, a educação da nossa mocidade.</p>
<p><strong>4. O difícil ofício de reinar.</strong> É significativo que São Marcos, que nos diz que Nosso Senhor foi carpinteiro durante os anos da sua vida em Nazaré<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn14">[14]</a>, não refira que São José também desempenhara a mesma profissão. Contudo, não faltam referências bíblicas relativas ao ofício exercido por José, o esposo de Maria, a que os demais evangelistas atribuem o mesmo trabalho profissional exercido por Nosso Senhor, antes de iniciar a sua vida pública<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn15">[15]</a>.</p>
<p>Não será portanto descabido concluir que a arte artesanal desempenhada pelo Filho de Deus durante quase toda a sua vida terrena e no qual foi experimentado mestre, porque d’Ele disseram os seus contemporâneos que tudo fez bem<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn16">[16]</a>, foi um ofício aprendido directamente de seu pai e no seu ambiente familiar. São José, que era descendente, por varonia, do segundo Rei de Israel<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn17">[17]</a>, ao mesmo tempo que ensinava a Jesus a história e tradições da sua nobilíssima estirpe, uma vez que era da casa e família do Rei David<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn18">[18]</a>, também O instruía no ofício familiar, em que lhe viria a suceder.</p>
<p>Se é característico da Instituição real o seu carácter acentuadamente familiar, como em celebração análoga já se teve ocasião de recordar no ano passado, também é específico da monarquia esta aprendizagem familiar do difícil ofício de reinar. Com efeito, os reis, ao contrário de outros quaisquer titulares de cargos públicos, recebem desde o seu nascimento uma formação específica, que os prepara e habilita particularmente para o serviço da nação. O monarca não é uma pessoa guindada ao topo da hierarquia social por nenhum interesse particular, nem uma pessoa que chega à mais alta magistratura política em virtude do resultado de uma qualquer consulta popular, que nem sempre escolhe os melhores para as mais delicadas funções, mas alguém que foi preparado desde o nascimento para a superior representação do Estado, segundo a lógica do desinteresse pessoal e do bem comum.</p>
<p>Não deve estranhar que assim seja porque, com efeito, a chefia de Estado requer um apurado sentido patriótico e uma esmerada formação moral. Tais atributos nem sempre são compatíveis com os interesses partidários ou os arranjos eleitorais que estão, muitas vezes, na origem da ascensão política de indivíduos que, pela sua inexperiência ou falta de carácter, não dignificam a nação que representam ao mais alto nível. Pelo contrário, como ensina a sabedoria popular, «<em>filho de peixe, sabe nadar</em>».</p>
<p>Por isso, um presumível herdeiro do trono é submetido, desde o início da sua vida, a uma intensa formação específica, que o prepara para a eventualidade de um dia ser chamado a reinar. Mas reinar, segundo o ensinamento evangélico<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn19">[19]</a>, mais não é do que servir e, por isso, essa instrução própria procura incutir no candidato à função régia um acentuado espírito de sacrifício e de abnegação: sacrifício, porque a sua existência há-de ser vivida apenas na lógica do bem nacional, a que hão-de ceder quaisquer outros interesses pessoais; abnegação, porque lhe está vedado qualquer protagonismo que não decorra, com necessidade, do legítimo exercício do seu poder.</p>
<p>Na medida em que o monarca, nos regimes constitucionais, reina sem governar, é um elemento de coesão e de unidade nacional, ao contrário dos líderes partidários que assumem a chefia do Estado e que, em geral, são sempre um factor de discordância política e de desagregação nacional.</p>
<p>A natureza não democrática, por assim dizer, da realeza, não é no entanto razão para que a Instituição seja vista com alguma reserva, por quem legitimamente defende a participação activa do povo na governação do país. Não só porque o efectivo exercício do poder executivo seria sempre confiada àqueles que demonstrassem merecer a confiança popular, mas também porque os regimes democráticos reconhecem que se faculte o acesso a algumas funções públicas de relevo não por plebiscito popular, mas pela provada competência e integridade da pessoa indigitada<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn20">[20]</a>.</p>
<p>Ora a realeza, mais do que mero título ou condição, tem carácter de verdadeira profissão, sendo por isso da maior conveniência que, aqueles que são chamados para o serviço do bem comum no exercício dessa magistratura, sejam para o efeito preparados desde a sua nascença. E, como o exercício do poder real, mais do que uma competência técnica específica, exige uma elevada preparação moral, ninguém melhor do que a Família Real para incutir, no futuro monarca, as virtudes necessárias ao bom desempenho da chefia do Estado<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn21">[21]</a>.</p>
<p><strong>5. Homenagem a Sua Alteza Real, o Senhor Dom Luís Filipe, Príncipe Real.</strong> Seria porventura injusto afirmar que o breve reinado do Senhor D. Manuel II se ficou a dever ao facto de não ter sido inicialmente preparado para ocupar o trono, mas não restam dúvidas de que o seu malogrado irmão, o Príncipe Real, estava extraordinariamente apto para o desempenho do cargo que, não fora o regicídio, teria exercido certamente com grande sabedoria e óptimo proveito para Portugal.</p>
<p>Tendo, no ano passado, prestado a minha sentida homenagem às Rainhas de Portugal, sobretudo nas régias pessoas da Senhoras Dona Maria Pia e Dona Amélia, sem esquecer a Senhora Dona Isabel, quereria aproveitar esta circunstância para evocar brevemente Sua Alteza Real o Senhor Dom Luís Filipe, o Príncipe Real, a mais jovem vítima do trágico atentado de 1 de Fevereiro de 1908. Por razão da circunstância de nunca ter reinado, embora tenha sobrevivido por breves instantes a seu Pai, e ter o seu falecimento ocorrido no mesmo atentado em que também perdeu a vida El-Rei D. Carlos I, o Senhor Dom Luís Filipe parece nunca ter deixado a sombra correspondente à sua subalterna condição de príncipe herdeiro e de vítima secundária do dramático regicídio que pôs termo à sua tão jovem e promissora existência. Mas é de justiça que o quilate do seu carácter, a sua lealdade à Pátria e a sua valentia no serviço de El-Rei sejam recordados, muito sucintamente, no âmbito desta homilia.</p>
<p>Sem ânimo de esgotar a sua breve biografia, recorde-se que foi em Casa e sobretudo de seus augustos Pais, que Dom Luís Filipe aprendeu que a principal nobreza não é a que nasce das honrarias, ou dos títulos, nem a que se recebe pelo sangue, mas a que se afirma pelo espírito e se demonstra nas obras de serviço. Embora nascido em berço de oiro, o então Duque de Bragança não conheceu o conforto e as facilidades de que se costumam rodear as crianças da sua privilegiada condição, mas a exigência quase espartana de quem tem uma árdua missão a cumprir e a enorme responsabilidade de ser, pela sua vida, um exemplo e um modelo para os seus futuros súbditos.</p>
<p>Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. Educado segundo o espírito do Colégio Militar, cujo batalhão de alunos comandou, cedo conheceu o rigor das funções oficiais: fez o juramento, como Príncipe herdeiro, aos 14 anos; tomou posse, em 1906, do seu lugar no Conselho de Estado e assumiu a regência do Reino nesse mesmo ano, por ocasião da viagem dos soberanos à Corte de Madrid. Na companhia dos seus mestres e tutores, entre os quais cabe destacar Mouzinho de Albuquerque, sacrificadamente percorreu, de lés a lés, o império português, nomeadamente algumas das colónias ultramarinas.</p>
<p>Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei D. Carlos, com dois tiros disparados à sua rectaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor D. Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.</p>
<p>Nele parece ter-se inspirado o poeta quando escreveu: «<em>Raia-lhe a farda o sangue / De braços estendidos,/ Alvo, louro, exangue,/ Fita com olhar langue/ E cego os céus perdido./Tão jovem! Que jovem era!</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn22">[22]</a>.</p>
<p>A vida foi o preço que o Príncipe Real pagou pelo seu patriotismo. E a valentia daquele desesperado ímpeto do seu amor filial e da sua fidelidade a El-Rei é tanto mais digna de ser celebrada quanto, naquela hora aziaga, foi a excepção à regra de muitas cobardes omissões, também entre os que era de esperar uma maior lealdade para com a Família Real.</p>
<p>Quero crer que é neste mesmo espírito cristão de abnegado serviço à pátria que Sua Alteza Real, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, se prepara para a presumível representação dos Reis de Portugal, sem esquecer as suas actuais responsabilidades como imediato sucessor na chefia da Casa Real. Tem, decerto, em seus augustos Pais, o melhor exemplo e os melhores mestres. Conta também com a oração e o estímulo de todos nós, não apenas para que amanhã possa restaurar o lustre da sua Casa e de Portugal, mas para que desde já seja, pelo seu exemplo cristão e pelo seu patriotismo, uma referência para todos os jovens portugueses.</p>
<p><strong>6. Conclusão.</strong> «<em>Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria […] ?</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn23">[23]</a>. É provável que, ao ter ocorrido este episódio em Nazaré, Nossa Senhora o tenha presenciado, prestando ao seu divino Filho a homenagem da fé e a adoração que os seus conterrâneos Lhe negaram.</p>
<p>Mais longe do que podia a razão humana e mais fervoroso do que o querer dos homens, assim o entendimento e o amor da «<em>cheia de graça</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn24">[24]</a>, que nesta sua terra de Santa Maria veneramos especialmente como Nossa Senhora da Conceição, terão sabido transcender aquela desventura momentânea, na certeza de uma nova esperança. Também a tragédia do regicídio desperta, em nós, a expectativa de uma nova era.</p>
<p>Seja Ela, a Senhora da Conceição, a nossa intercessora junto de Deus Pai, de quem é filha, de Deus Filho, de quem é mãe, e de Deus Espírito Santo, de quem é esposa. Seja Ela, Santa Maria, a nossa voz junto de Deus, na inspirada prece do poeta: «<em>Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -, /Com que a chama do esforço se remoça,/ E outra vez conquistemos a Distância &#8211; / Do mar ou outra, mas que seja nossa!</em>»<a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftn25">[25]</a>.</p>
<p>Assim seja!</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>P. Gonçalo Portocarrero de Almada</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, 1-2-20</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref1">[1]</a> Mc 6, 5.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref2">[2]</a> Cfr. Salmo 40 (41), 10.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref3">[3]</a> Cfr. 2 Sam, 24, 15.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref4">[4]</a> Cfr. Mt 1, 1-17, Lc 1, 30-33.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref5">[5]</a> 2 Sam 24, 17</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref6">[6]</a> Salmo 31 (32), 5c</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref7">[7]</a> Salmo 31 (32), 7.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref8">[8]</a> Mc 6, 1-3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref9">[9]</a> Cfr. Mt 2, 1; Lc 2, 1-7.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref10">[10]</a> Mc 6, 3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref11">[11]</a> Cfr. Concílio Vaticano II, <em>Constituição dogmática ‘Lumen Gentium’</em>, capítulo V, <em>Vocação universal à santidade na Igreja</em>, nº 39-42.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref12">[12]</a> Bento XVI, <em>Carta apostólica ‘Porta da Fé’</em>, 11-10-2011, nº 4.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref13">[13]</a> Mc 6,1.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref14">[14]</a> Lc 2, 52.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref15">[15]</a> Cfr. Heb 11, 22.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref16">[16]</a> Lc 2, 1-5; cfr. 1, 27; Mt 1, 20.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref17">[17]</a> Cfr. Mt 2, 1-6; Lc 2, 5-7.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref18">[18]</a> Jo 13, 34; 15, 12-13, etc.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref19">[19]</a> Jo 13, 35.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref20">[20]</a> Cfr. Mc 6, 3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref21">[21]</a> Cfr. Mt 13, 55; Lc 4, 22.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref22">[22]</a> Cfr. Mc 7, 37.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref23">[23]</a> O Rei David, que sucedeu a Saul no trono de Israel (cfr. Mt 1, 20).</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref24">[24]</a> Mt 1, 1-17; cfr. Lc 3, 23-38.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref25">[25]</a> Cfr. Mt 16, 24-28; 20, 20-28; Lc 14, 7-11; Jo 13, 1-17, etc.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref26">[26]</a> O Chefe de Estado Geral das Forças Armadas, os Presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional, o Presidente da Academia das Ciências, etc., não são sufragados pelo voto dos cidadãos e, contudo, ninguém nega a legitimidade que lhes assiste no exercício dos cargos que exercem para o bem da nação.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref27">[27]</a> Que o exercício do poder é, de facto, a melhor escola de governação, parece provar-se pelo facto de quase todos os chefes de Estado repetirem o inicial mandato, até ao ponto de se eternizarem no poder, salvo que a lei constitucional o não permita. Por sinal, não deixa de ser um princípio antidemocrático o que veda um terceiro ou quarto mandato a um titular de um poder público, ao mesmo tempo que uma envergonhada confissão de que o povo, quando livre, opta pela continuidade e estabilidade dos mais altos dignitários da nação, porventura manifestando deste jeito uma reminiscência histórica do favor popular com que sempre foi agraciada a instituição monárquica.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref28">[28]</a> Fernando Pessoa, <em>O menino da sua mãe</em>, versos 6-12.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref29">[29]</a> Mc 6, 3.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref30">[30]</a> Lc 1, 28.</p>
<p><a href="file:///C:/Users/Jo%C3%A3o%20T%C3%A1vora/AppData/Local/Microsoft/Windows/Temporary%20Internet%20Files/Content.Outlook/1F7TJ28C/REGIC%C3%8DDIO%202012.docx#_ftnref31">[31]</a> Fernando Pessoa, <em>Prece</em>, XII, in <em>Mensagem</em>, edição clonada, Guimarães Editores S. A, 2009, pág. 67.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Debate Monarquia vs república no Frágil</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 16:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
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&#8220;Beber um copo com o regime&#8221; é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação,  incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Coimbra, além de ilustres &#8220;independentes&#8221; como o Miguel Castelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/joaotavora/fotos/?uid=4CllFBr4TeSOCWbssSZz"><br />
<img style="border-color: initial; border-image: initial; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border-width: 0px; border-style: none;" src="http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5d0774f6/10143010_boc6r.jpeg" alt="" width="454" height="641" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>&#8220;Beber um copo com o regime&#8221; é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação,  incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e <a href="http://31daarmada.blogs.sapo.pt/" target="_blank">Luís Coimbra</a>, além de ilustres &#8220;independentes&#8221; como o <a href="http://www.combustoes.blogspot.com/" target="_blank">Miguel Castelo Branco</a>. A não faltar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Obrigado Senhora Infanta, pela lição de Vida aos Portugueses</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 12:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, celebrou ontem 100 anos de uma extraordinária vida


Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
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</p>
<p><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; font-weight: bold; line-height: 20px;">Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, celebrou ontem 100 anos de uma extraordinária vida</span></p>
<div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px; width: 630px;">
<div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com a D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que hoje completa e festeja 100 anos de uma extraordinária vida.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Não deixa de ser algo irónico ter sido numa pequena moradia da “outra banda”, onde fomos tão acolhedoramente recebidos, que nos encontrámos com uma verdadeira princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema cor-de-rosa. Afilhada do rei D. Manuel II e da rainha D. Amélia, por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua feliz longevidade, a infanta rebelde, como ficou conhecida, é neta, a última neta viva, do rei D. Miguel, esse mesmo, o do tradicionalismo e da guerra civil de 1828-1834.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Filha mais nova do duque de Bragança D. Miguel (II) e de Maria Teresa, princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, D. Maria Adelaide nasceu ironicamente no dia 31 de Janeiro, em 1912, em St. Jean de Luz, no exílio a que todos os da sua família estavam sentenciados, tendo crescido em Seebenstein, na Áustria, em convívio com as mais influentes famílias europeias, sonhando com o país que não lhe era permitido conhecer. Vivia distante de Portugal mas era totalmente português o seu coração. E cresceu com o rigor de orçamentos matemáticos e com o estoicismo próprio dos exilados numa época histórica especialmente conturbada. Uma verdadeira mulher do mundo, vem-lhe da infância a curiosidade pelas questões políticas e humanitárias: a infanta confidenciou-nos que ainda pequena se escondia atrás de um sofá na sala para ouvir as conversas de seu pai com militares e políticos. Habitando no olho do furacão que varria a Europa Central do início do século <span style="font-variant: small-caps;">xx</span>, a pequena D. Adelaide de Bragança acabou por viver aventuras e desventuras de pasmar: da Primeira Guerra Mundial recorda o racionamento e as filas para aquisição dos alimentos que então rareavam. “A certa altura, ainda eu era muito pequena, comíamos batatas ao pequeno-almoço, que vinham de comboio e no Inverno congelavam. Uma batata congelada nem um animal consegue comer: ficávamos sem a refeição.” D. Maria Adelaide ressalva que não chegou a passar fome pois, por ser muito pequena, sempre arranjava qualquer coisa quando passava na mercearia ou no talho. “O meu irmão (D. Duarte Nuno de Bragança), esse sim: primeiro porque não ‘pedia’, segundo porque não queria receber ‘assim’ os alimentos, e repartia o pouco que tinha, em prejuízo da sua saúde”, que se deteriorou, fazendo perigar os saudosos passeios de bicicleta que a pequena infanta dava com o irmão, sentada no guiador, recorda. Muito mais nova que as irmãs, não a atraíam brincadeiras e actividades próprias das meninas da época: detestava bonecas, rendas ou culinária.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Em busca de subsistência, a família refugiou-se então numa propriedade de um tio materno na Boémia, que no final da guerra acabou “requisitada” pelos comunistas, com os quais se encantou, “com as suas boinas vermelhas e cavalos altivos”.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Já em Viena, a jovem infanta estudou Enfermagem e Assistência Social, e habitou numa residência universitária, “uma coisa já natural para uma senhora na altura”. Cresceu de frente para um mundo em convulsão e testemunhou a ocupação nazi, ainda em Viena, onde, como enfermeira, acudia aos feridos entre bombardeamentos.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Apanhada pela Gestapo, foi presa, acusada de ouvir transmissões da BBC. Interrogada, esteve na solitária e foi libertada mediante a intervenção diplomática nacional, tendo-lhe sido concedido um passaporte português. Essa experiência, contudo, acabou por determinar a sua adesão à resistência organizada, no grupo O5, onde o seu nome de código era Mafalda. Já perto do fim da guerra foi presa uma segunda vez, vítima de uma denúncia que custou a vida a vários ingleses e judeus austríacos que se escondiam na sua casa em Seebenstein. Foram extremamente penosos, de fome e dor, os dias dessa prolongada prisão em Viena, então flagelada pelos Aliados, nos derradeiros meses da ocupação nazi. Com os ocupantes nervosos e em debandada, foi na iminência de uma execução sumária que a infanta de Portugal foi libertada pelo exército soviético.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Entre correrias, bombardeamentos e aflições, sem nunca perder de vista a assistência humanitária, conheceu um estudante de Medicina, de seu nome Nicolaas van Uden, com quem casou depois da guerra. “Ele como médico e eu como enfermeira estivemos para ir para África, mas pressionados pela família acabámos por vir para Portugal”, por volta de 1949, ainda antes da revogação da lei do banimento.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Instalada a família numa quinta em Murfacém, perto da Trafaria, D. Maria Adelaide cedo se entregou a uma intensa actividade, tendo dirigido a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, instituição de apoio a mães pobres em final de gravidez e a crianças abandonadas, dedicando a sua vida aos mais desfavorecidos. A sua forma de relacionamento e gestão pouco convencional para a sociedade “chique” do regime chocou algumas mentes mais puritanas, que a acusavam de comunista, facto negado pela sua profunda devoção católica.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a senhora D. Maria Adelaide celebra hoje 100 anos. Celebra-os com uma missa de Acção de Graças pelo dom da vida, na Igreja do Bom Sucesso, e um jantar simples organizado por amigos e família no Centro Cultural de Belém. A Senhora Infanta, como é tratada pelos mais próximos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da história dos últimos duzentos anos, constitui um verdadeiro exemplo de profunda nobreza, aliada a uma invulgar coragem e irreverência, que tanta falta faz nos dias de hoje.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.1em; margin-left: 0px;">João Távora, publicado no jornal i de 31 de Janeiro de 2012</p>
<p><em>Agradecimentos:<br />
 <strong><br />
 </strong></em> João Mattos e Silva, Adriano e Nuno van Uden, Nuno Pombo</p>
</div>
</div>
<div style="color: #333333; font-family: Arial, '�Helvetica Neue�', Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: normal;"></div>
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		<title>Nota da Causa Real sobre a recente polémica com as declarações do Professor Cavaco Silva, Presidente da República</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 17:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela importância e oportunidade do seu teor, a Real Associação de Lisboa publica a nota da Causa Real, instituição de que integra como estrutura regional.
A Causa Real defende ser a Coroa o órgão de topo da Chefia do Estado, pela sua natureza unificadora e inclusiva, factor diferenciador do cargo presidencial em abstracto, que pela sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pela importância e oportunidade do seu teor, a Real Associação de Lisboa publica a nota da Causa Real, instituição de que integra como estrutura regional.</p>
<p><em>A Causa Real defende ser a Coroa o órgão de topo da Chefia do Estado, pela sua natureza unificadora e inclusiva, factor diferenciador do cargo presidencial em abstracto, que pela sua natureza, é sectário, independentemente de quem o ocupa. Não compete à Causa Real como instituição monárquica suprapartidária reconhecida pelo Chefe da Casa Real, sem prejuízo das posições pessoais dos seus membros ou militantes, imiscuir-se em questões fracturantes, na tomada de partido a favor ou contra este ou outro qualquer presidente da república, partido ou actor politico.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>A Direcção</em></p>
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		<title>Celebração dos Cem Anos de SAS a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 11:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[
No próximo dia 31 de Janeiro D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal e última neta viva do rei D. Miguel celebra 100 anos de idade.  
 Estão abertas inscrições para um jantar de festa e homenagem aquela que é conhecida pela Princesa Rebelde, pela sua longa intervenção cívica, da resistência ao nazismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1388" title="Cópia de Infanta+e+D.Amélia" src="http://www.reallisboa.pt/ral/wp-content/uploads/Cópia-de-Infanta+e+D.Amélia.JPG" alt="Cópia de Infanta+e+D.Amélia" width="298" height="411" /></p>
<p>No próximo dia 31 de Janeiro D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal e última neta viva do rei D. Miguel celebra 100 anos de idade.  <br />
 Estão abertas inscrições para um jantar de festa e homenagem aquela que é conhecida pela Princesa Rebelde, pela sua longa intervenção cívica, da resistência ao nazismo à afronta a Salazar e aos poderes instalados.</p>
<p>Inscreva-se, <a href="http://www.facebook.com/events/175853112514380/"><strong>aqui</strong></a>!</p>
<p style="text-align: center;">PROGRAMA</p>
<p>- 18h45m Igreja do Bom Sucesso Missa de Acção de Graças presidida pelo Senhor Bispo de Beja</p>
<p>- 20h15m &#8211; Jantar de Homenagem no Centro Cultural de Belem</p>
<p>Inscrições: Envio de comprovativo de Transferência bancária para o NIB 0007 0023 0057 6270 00796 para o seguinte endereço de e-mail : commenda.ccb@cerger.com até ao dia 27 de Janeiro às 12.00h mencionando o nome das pessoas a que correspondem.</p>
<p>Informações : 213 627 527 ou 92 597 98 36</p>
<p>ATENÇÃO : Face à limitação do espaço será respeitada a ordem de inscrição</p>
<p>PREÇO DO JANTAR : 20,00 €</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Álbum de fotografias Jantar dos Conjurados 2011</title>
		<link>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/album-de-fotografias-jantar-dos-conjurados-2011/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 15:43:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[Estão  já disponíveis &#8220;on line&#8221; para visualização e encomenda as fotografias do Jantar dos Conjurados 2011 de Vera Sobral Fotografia. 
Para tal o procedimento deverá ser o seguinte:
1 &#8211; Aceder ao sítio de Vera Sobral Fotografia (clicar na hiperligação)
2 &#8211; Clicar em GALERIA
3 &#8211; Preencher campo username: jantar
4 &#8211; Preencher campo password: conjurados

 

// 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão  já disponíveis &#8220;on line&#8221; para visualização e encomenda as fotografias do Jantar dos Conjurados 2011 de Vera Sobral Fotografia. </p>
<p>Para tal o procedimento deverá ser o seguinte:</p>
<p>1 &#8211; Aceder ao sítio de <a href="http://www.verasobralfotografia.com/">Vera Sobral Fotografia</a> (clicar na hiperligação)</p>
<p>2 &#8211; Clicar em GALERIA</p>
<p>3 &#8211; Preencher campo <em>username</em>: jantar</p>
<p>4 &#8211; Preencher campo <em>password</em>: conjurados</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><span class="st_facebook"> </span><br />
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<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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        });
// ]]&gt;</script></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;O Dia de Portugal devia ser celebrado a 1 de Dezembro&#8221; (in Expresso 03-Dez-2011)</title>
		<link>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/o-dia-de-portugal-devia-ser-celebrado-a-1-de-dezembro-in-expresso-03-dez-2011/</link>
		<comments>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/o-dia-de-portugal-devia-ser-celebrado-a-1-de-dezembro-in-expresso-03-dez-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 18:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raulbugalhopinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[dia de Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[duque bragança]]></category>
		<category><![CDATA[feriado]]></category>
		<category><![CDATA[monárquicos]]></category>
		<category><![CDATA[pontes]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Restauração]]></category>

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		<description><![CDATA[Duarte Nuno, duque de Bragança, é o rosto e a voz dos monárquicos portugueses. Aceitou dar uma entrevista quando o risco de acabar o feriado do Dia da Restauração se tornou bem real. Era o palco principal das celebrações dos adeptos da monarquia que, assume, já &#8220;são 30%, da população&#8221;. Dom Duarte discorda. Para ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Duarte Nuno, duque de Bragança, é o rosto e a voz dos monárquicos portugueses. Aceitou dar uma entrevista quando o risco de acabar o feriado do Dia da Restauração se tornou bem real. Era o palco principal das celebrações dos adeptos da monarquia que, assume, já &#8220;são 30%, da população&#8221;. Dom Duarte discorda. Para ele o perigo continua a vir de Espanha.</p>
<p><strong><br />
 <span style="text-decoration: underline;"><img class="size-medium wp-image-1351 alignright" title="expreso_3-dez-2011" src="http://www.reallisboa.pt/ral/wp-content/uploads/expreso_3-dez-2011-138x300.jpg" alt="expreso_3-dez-2011" width="138" height="300" />P</span> Choca-o o fim deste feriado?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Acho que se podia juntar o feriado de 10 de junho com o 1 de dezembro, porque o dia de Portugal foi escolhido um pouco arbitrariamente. Foi o Camões, como poderia ser outra personagem histórica. Podia ser o Nuno Álvares&#8230; Celebrando o Dia de Portugal a 1 de dezembro — um feriado criado na 1ª República — celebrava-se a independência. Porque a mensagem que se passa ao não se celebrar a independência é a de que o assunto não tem importância Se quiserem entregar-nos a Espanha, porque não?</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Há risco dessa interpretação?<br />
 <span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Claro que sim. Faz parte de uma campanha que dura há muito de que Portugal não tem viabilidade e que mais vale sermos espanhóis.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Sabe a origem da campanha?<br />
 <span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Há interesses económicos de empresários que veem vantagens nessa associação. Há interesses ideológicos, que vêm desde os revolucionários de 1910. Há uma corrente iberista que vai passando a sua mensagem. As pessoas tentadas por estas ideias deveriam visitar a Catalunha, o País Basco, a Galiza e ver como é bom ser dominado pelos castelhanos! Uma coisa é a nossa colaboração &#8211; e eu gosto imenso de Espanha e da família real &#8211; mas temos de tratar os espanhóis em pé de igualdade. Quando eles começam a mandar noutros povos são sempre problemáticos.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Os perigos não vêm antes de França e da Alemanha?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Não acho. As empresas alemãs em Portugal são excelentes exemplos. Os empresários espanhóis são completamente diferentes. O problema não é esse. Nós achámos que éramos ricos como os alemães, começámos a gastar como eles e até mais. Agora, temos de pagar. A culpa não é de modo nenhum da senhora Merkel. A culpa é nossa.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Não vê na crise europeia o risco de invasão da soberania?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Só quando pagarmos o que devemos recuperaremos esse tipo de soberania. Os países mais bem governados acham que somos um bocado irresponsáveis, que não nos sabemos governar.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Concorda?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Fomos muito irresponsáveis, de facto. Tentei sempre contrariar os excessos de autoestradas, a Expo, o CCB, uma grande quantidade de coisas que se estava mesmo a ver não iam produzir riqueza. Toda a gente achava que não tinha razão. Contrariei quanto pude a entrada no euro, porque não tínhamos competitividade para isso. A verdade é que os países que não estão no euro, no geral, estão melhor.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> O fim do 1º de dezembro tira-lhe espaço de intervenção?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Não quero ser como os profetas que acabaram apedrejados por estarem sempre a dizer coisas muito chatas&#8230; Há uma parte da população que me ouve. Ouvem-me os adeptos da monarquia e esses serão cerca de 30%, dizem as sondagens. Esse alertar para os problemas nacionais e propor soluções positivas sempre poderei fazer.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Há monárquicos no Governo? Ouviram-no sobre isto?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Há vários, até inscritos em organizações. Mas não fui ouvido sobre este tema, embora já tenha contactado com membros do Governo e tenha tido conversas muito interessantes com o primeiro-ministro.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> A supressão de feriados é necessária?<br />
 </strong><span style="text-decoration: underline;"><strong>R</strong></span> Não sei. Acho que podia ser uma medida provisória, até a situação económica estabilizar. O que acho muito mau para a produtividade são as pontes. Foi um hábito que se criou que é francamente desaconselhável.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> Vê uma saída para esta crise?<br />
 </strong><strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Depende. Como não temos moeda para desvalorizar só pode ser com medidas duras. Mas é preciso que sejam justas e que não haja grupos que fiquem de fora dos sacrifícios.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">P</span> A população percebe a necessidade destas medidas?</strong><br />
 <strong><span style="text-decoration: underline;">R</span></strong> Há aquele ditado popular de “o que tem de ser tem muita força”. Mas é preciso explicar. E há que dar exemplos. É importante consumir produtos nacionais. Digo isto há anos. Os particulares ainda ligam alguma coisa. O Estado não liga nenhuma: veja os carros que compram! Importam materiais e mão de obra para as grandes obras públicas!</p>
<p><strong>NÃO À REVOLUÇÃO</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Os portugueses vão contestar a austeridade?<br />
 </strong>As pessoas estão suficientemente informadas para perceberem que a revolta não leva a nada. O que resolve é essa capacidade portuguesa para o desenrascanço.</p>
<p><strong>Soares disse que poderá haver uma revolução&#8230;<br />
 </strong>Está a voltar aos seus tempos heróicos da revolta. É muito jovem de espírito e como se revoltou para implantar a democracia, acha que estamos na mesma. Só que o regime não democrático estava economicamente muito bem e os revolucionários de 74 puderam ser generosos com o dinheiro que a 2ª República acumulou. Acho que foi Thatcher quem disse que o socialismo era a arte de ser muito generoso com o dinheiro dos outros.</p>
<p><strong>Precisamente por essa falta de dinheiro, podia dar-se uma revolução&#8230;</strong><br />
 Não vejo sinais. O marxismo-leninismo está completamente fora de moda, ninguém acredita nisso. Nem mesmo em Cuba&#8230; Há um lugar onde o socialismo e até o comunismo funcionam muito bem, que são os conventos. Aí, divide-se tudo, partilha-se tudo. Mas é voluntário.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Texto – Rosa Pedroso Silva</p>
<p>Fotos – Luís Faustino</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Choca-o o fim deste feriado?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Acho que se podia juntar o feriado de 10 de junho com o 1 de dezembro, porque o dia de Portugal foi escolhido um pouco arbitrariamente. Foi o Camões, como poderia ser outra personagem histórica. Podia ser o Nuno Álvares&#8230; Celebrando o Dia de Portugal a 1 de dezembro — um feriado criado na 1ª República — celebrava-se a independência. Porque a mensagem que se passa ao não se celebrar a independência é a de que o assunto não tem importância Se quiserem entregar-nos a Espanha, porque não?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Há risco dessa interpretação?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Claro que sim. Faz parte de uma campanha que dura há muito de que Portugal não tem viabilidade e que mais vale sermos espanhóis,</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Sabe a origem da campanha?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Há interesses económicos de empresários que veem vantagens nessa associação. Há interesses ideológicos, que vêm desde os revolucionários de 1910. Há uma corrente iberista que vai passando a sua mensagem. As pessoas tentadas por estas ideias deveriam visitar a Catalunha, o País Basco, a Galiza e ver como é bom ser dominado pelos castelhanos! Uma coisa é a nossa colaboração &#8211; e eu gosto imenso de Espanha e da família real &#8211; mas temos de tratar os espanhóis em pé de igualdade. Quando eles começam a mandar noutros povos são sempre problemáticos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Os perigos não vêm antes de França e da Alemanha?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Não acho. As empresas alemãs em Portugal são excelentes exemplos. Os empresários espanhóis são completamente diferentes. O problema não é esse. Nós achámos que éramos ricos como os alemães, começámos a gastar como eles e até mais. Agora, temos de pagar. A culpa não é de modo nenhum da senhora Merkel. A culpa é nossa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Não vê na crise europeia o risco de invasão da soberania?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Só quando pagarmos o que devemos recuperaremos esse tipo de soberania. Os países mais bem governados acham que somos um bocado irresponsáveis, que não nos sabemos governar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Concorda?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Fomos muito irresponsáveis, de facto. Tentei sempre contrariar os excessos de autoestradas, a Expo, o CCB, uma grande quantidade de coisas que se estava mesmo a ver não iam produzir riqueza. Toda a gente achava que não tinha razão. Contrariei quanto pude a entrada no euro, porque não tínhamos competitividade para isso. A verdade é que os países que não estão no euro, no geral, estão melhor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P O fim do 1º de dezembro tira-lhe espaço de intervenção?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Não quero ser como os profetas que acabaram apedrejados por estarem sempre a dizer coisas muito chatas&#8230; Há uma parte da população que me ouve. Ouvem-me os adeptos da monarquia e esses serão cerca de 30%, dizem as sondagens. Esse alertar para os problemas nacionais e propor soluções positivas sempre poderei fazer.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Há monárquicos no Governo? Ouviram-no sobre isto?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Há vários, até inscritos em organizações. Mas não fui ouvido sobre este tema, embora já tenha contactado com membros do Governo e tenha tido conversas muito interessantes com o primeiro-ministro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P A supressão de feriados é necessária?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Não sei. Acho que podia ser uma medida provisória, até a situação económica estabilizar. O que acho muito mau para a produtividade são as pontes. Foi um hábito que se criou que é francamente desaconselhável.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P Vê uma saída para esta crise?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Depende. Como não temos moeda para desvalorizar só pode ser com medidas duras. Mas é preciso que sejam justas e que não haja grupos que fiquem de fora dos sacrifícios.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">P A população percebe a necessidade destas medidas?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">R Há aquele ditado popular de “o que tem de ser tem muita força”. Mas é preciso explicar. E há que dar exemplos. É importante consumir produtos nacionais. Digo isto há anos. Os particulares ainda ligam alguma coisa. O Estado não liga nenhuma: veja os carros que compram! Importam materiais e mão de obra para as grandes obras públicas!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">NÃO À REVOLUÇÃO</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os portugueses vão contestar a austeridade?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As pessoas estão suficientemente informadas para perceberem que a revolta não leva a nada. O que resolve é essa capacidade portuguesa para o desenrascanço.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Soares disse que poderá haver uma revolução&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Está a voltar aos seus tempos heróicos da revolta. É muito jovem de espírito e como se revoltou para implantar a democracia, acha que estamos na mesma. Só que o regime não democrático estava economicamente muito bem e os revolucionários de 74 puderam ser generosos com o dinheiro que a 2ª República acumulou. Acho que foi Thatcher quem disse que o socialismo era a arte de ser muito generoso com o dinheiro dos outros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Precisamente por essa falta de dinheiro, podia dar-se uma revolução&#8230;</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 301px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Não vejo sinais. O marxismo-leninismo está completamente fora de moda, ninguém acredita nisso. Nem mesmo em Cuba&#8230; Há um lugar onde o socialismo e até o comunismo funcionam muito bem, que são os conventos. Aí, divide-se tudo, partilha-se tudo. Mas é voluntário.<br />
 Texto – Rosa Pedroso Silva Fotos – Luís Faustino</div>
<p>Fonte: Expresso nº 2040 de 03 de Dezembro de 2011, p. 8</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Jantar dos Conjurados 2011 e Vídeo da Mensagem de S.A.R. Duque de Bragança</title>
		<link>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/jantar-dos-conjurados-2011-2/</link>
		<comments>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/jantar-dos-conjurados-2011-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 15:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jtavora</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 30 de Novembro cumpriu-se o tradicional Jantar dos Conjurados organizado pela Causa Real, ocasião para mais de seiscentos portugueses entre os quais muitos jovens, se juntarem Centro Cultural de Belém em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa numa evocação aos heróis que há 371 anos instauraram a “Dinastia Portuguesa” da Casa de Bragança. Com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 30 de Novembro cumpriu-se o tradicional Jantar dos Conjurados organizado pela Causa Real, ocasião para mais de seiscentos portugueses entre os quais muitos jovens, se juntarem Centro Cultural de Belém em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa numa evocação aos heróis que há 371 anos instauraram a “Dinastia Portuguesa” da Casa de Bragança. Com a habitual leitura da mensagem de S.A.R. <a href="http://monarquia-lisboa.blogs.sapo.pt/44221.html">(aqui na integra</a>) tratou-se este evento duma sóbria manifestação de sentido pátrio e solidariedade: a receita do jantar reverteu para a instituição Banco do Bebé, que à semelhança do Banco Alimentar apoia recém-nascidos de famílias carenciadas.</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PQCEvbF81xA?version=3&amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/PQCEvbF81xA?version=3&amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<p>Clique em cima para visualizar o vídeo da mensagem de S.A.R. o Duque de Bragança</p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PQCEvbF81xA?version=3&amp;amp;hl=pt_PT" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/PQCEvbF81xA?version=3&amp;amp;hl=pt_PT" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<p><em>(&#8230;) Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida. Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando assumindo hoje consequências dolorosas para as pessoas, famílias e empresas.</em></p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<p><em>A soberania de Portugal está gravemente ameaçada. A História, na crueza dos seus factos, revela-nos que, sempre que o País ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua Independência. (&#8230;)</em></p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<p><em>(&#8230;) A dúvida que hoje se coloca não é a de que País vamos deixar aos nossos filhos mas sim que filhos devemos deixar ao nosso País. (&#8230;)</em><br />
<em>Perante a herança que as próximas gerações vão receber, é nosso dever, no mínimo, contribuir para lhes facultar as melhores ferramentas para o seu futuro e o de Portugal: educando-os e formando-os com respeito pelos princípios da honra, da responsabilidade e do amor à Pátria.</em></p>
</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 236px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">
<p>Ler na integra <strong><a href="http://monarquia-lisboa.blogs.sapo.pt/44221.html" target="_blank">aqui</a></strong></p>
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		<item>
		<title>D. Duarte contra extinção do feriado de 1 de Dezembro (in Diário de Notícias 01-Dez-2011)</title>
		<link>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/d-duarte-contra-extincao-do-feriado-de-1-de-dezembro-in-diario-de-noticias-01-dez-2011/</link>
		<comments>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/d-duarte-contra-extincao-do-feriado-de-1-de-dezembro-in-diario-de-noticias-01-dez-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 12:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raulbugalhopinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[
O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou hoje que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.
&#8220;A soberania de Portugal está gravemente ameaçada&#8221;, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" style="border-style: initial; border-color: initial;" title=" " src="http://www.reallisboa.pt/image_bank/dn_1-Dez-2011.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou hoje que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.</strong></p>
<p>&#8220;A soberania de Portugal está gravemente ameaçada&#8221;, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa &#8220;uma das maiores crises da sua longa vida&#8221;.</p>
<p> Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que &#8220;sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência&#8221;.</p>
<p> Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada &#8220;por alguns&#8221;, face &#8220;à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses&#8221;.</p>
<p> O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.</p>
<p> &#8220;A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892&#8243;, que &#8220;levou ao fim do regime da monarquia democrática&#8221;, disse.</p>
<p> Em sua opinião &#8220;é urgente&#8221; criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político &#8220;que estiveram na origem do depauperamento do Estado&#8221;, até porque &#8220;é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor&#8221;.</p>
<p> &#8220;Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal&#8221;, questionou.</p>
<p> Além disso, adiantou, deve-se incentivar a autossuficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.</p>
<p> Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.</p>
<p> Criticando o &#8220;estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas&#8221;, Duarte Pio afirmou ser necessária &#8220;uma rigorosa responsabilização moral&#8221;, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre &#8220;o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira&#8221;.</p>
<p> Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na &#8220;força anímica do povo&#8221;, em especial da juventude, para &#8220;restaurar Portugal&#8221;.</p>
<p> &#8220;Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários&#8221;, concluiu.</p>
<p>
 Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2159840&amp;page=-1">Diário de Notícias<br />
 </a></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;A soberania de Portugal está gravemente ameaçada&#8221;, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa &#8220;uma das maiores crises da sua longa vida&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que &#8220;sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada &#8220;por alguns&#8221;, face &#8220;à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892&#8243;, que &#8220;levou ao fim do regime da monarquia democrática&#8221;, disse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em sua opinião &#8220;é urgente&#8221; criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político &#8220;que estiveram na origem do depauperamento do Estado&#8221;, até porque &#8220;é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal&#8221;, questionou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Além disso, adiantou, deve-se incentivar a autossuficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Criticando o &#8220;estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas&#8221;, Duarte Pio afirmou ser necessária &#8220;uma rigorosa responsabilização moral&#8221;, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre &#8220;o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na &#8220;força anímica do povo&#8221;, em especial da juventude, para &#8220;restaurar Portugal&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 347px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários&#8221;, concluiu.Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2159840&amp;page=-1">Diário de Notícias</a></div>
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		<title>Extinção do 1.º de Dezembro desvaloriza dia que mais devia unir os portugueses, diz Duarte Pio (in Público 01-Dez-2011)</title>
		<link>http://www.reallisboa.pt/ral/2011/12/extincao-do-1-%c2%ba-de-dezembro-desvaloriza-dia-que-mais-devia-unir-os-portugueses-diz-duarte-pio-in-publico-01-dez-2011/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 12:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>raulbugalhopinto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias & Recortes]]></category>

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		<description><![CDATA[
O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou nesta quarta-feira que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.

“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" style="border-style: initial; border-color: initial;" title=" " src="http://www.reallisboa.pt/image_bank/publico_1-Dez-2011.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou nesta quarta-feira que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.<br />
<span style="font-weight: normal;"><br />
“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.</span></strong></p>
<p>Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.</p>
<p>Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.</p>
<p>O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.</p>
<p>“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892”, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.</p>
<p>Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.</p>
<p>“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.</p>
<p>Além disso, adiantou, deve-se incentivar a auto-suficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.</p>
<p>Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.</p>
<p>Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.</p>
<p>Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.</p>
<p>“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.</p>
<p>
Fonte: <a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/extincao-do-1-de-dezembro-desvaloriza-dia-que-mais-devia-unir-os-portugueses-diz-duarte-pio-1523303">Público</a></p>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892”, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Além disso, adiantou, deve-se incentivar a auto-suficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 205px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.</div>
<p><br class="spacer_" /></p>
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