A minha pátria é a língua portuguesa *
S.A.R. Dom Duarte Bragança em visita a Angola, em Menongue, na província do Kuando Kubango ao serviço da grande comunidade lusófona.
RTP – 01 de Junho 2013
* Fernando Pessoa
S.A.R. Dom Duarte Bragança em visita a Angola, em Menongue, na província do Kuando Kubango ao serviço da grande comunidade lusófona.
RTP – 01 de Junho 2013
* Fernando Pessoa
Na Sexta-feira, dia 12 de Outubro de 2012, Nuno Pombo, Presidente da Real Associação de Lisboa foi o convidado especial do almoço-palestra mensal do Instituto Amaro da Costa que versou sobre o Sistema político e Chefia de Estado em momentos de crise política e social.
“O princípio do estado de direito democrático é a base da nossa ordem pública. E esse princípio baseia-se na dignidade da pessoa humana e na afirmação de que o cidadão deve estar ao serviço do Estado e o Estado ao serviço da pessoa.”
Intervenção de Nuno Pombo, candidato a presidente da direcção da Real Associação de Lisboa e blogger do 31 da Armada, a propósito do “impedimento presidencial” e os constrangimentos do modelo português de chefia de Estado no programa Combate de Blogs na TVI 24.
“D. Duarte de Bragança, foi o português que mais lutou e se distinguiu pela causa de Timor e do seu povo (…) desde a primeira hora da invasão, ajudou milhares de timorenses”.
Foram estas as palavras do Presidente de Timor Lorosae José Ramos Horta na cerimónia no parlamento de Timor-Leste 2ª feira para a atribuição da nacionalidade timorense e condecoração do Chefe da Casa Real Portuguesa com a Ordem de Mérito desse País.
S. A. R. O Duarte de Bragança chegou na passada quinta-feira a Díli para uma visita de uma semana, durante a qual vai também aproveitar para ver alguns dos projetos de cooperação apoiados pela Fundação D. Manuel II.
Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, celebrou ontem 100 anos de uma extraordinária vida
Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com a D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que hoje completa e festeja 100 anos de uma extraordinária vida.
Não deixa de ser algo irónico ter sido numa pequena moradia da “outra banda”, onde fomos tão acolhedoramente recebidos, que nos encontrámos com uma verdadeira princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema cor-de-rosa. Afilhada do rei D. Manuel II e da rainha D. Amélia, por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua feliz longevidade, a infanta rebelde, como ficou conhecida, é neta, a última neta viva, do rei D. Miguel, esse mesmo, o do tradicionalismo e da guerra civil de 1828-1834.
Filha mais nova do duque de Bragança D. Miguel (II) e de Maria Teresa, princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, D. Maria Adelaide nasceu ironicamente no dia 31 de Janeiro, em 1912, em St. Jean de Luz, no exílio a que todos os da sua família estavam sentenciados, tendo crescido em Seebenstein, na Áustria, em convívio com as mais influentes famílias europeias, sonhando com o país que não lhe era permitido conhecer. Vivia distante de Portugal mas era totalmente português o seu coração. E cresceu com o rigor de orçamentos matemáticos e com o estoicismo próprio dos exilados numa época histórica especialmente conturbada. Uma verdadeira mulher do mundo, vem-lhe da infância a curiosidade pelas questões políticas e humanitárias: a infanta confidenciou-nos que ainda pequena se escondia atrás de um sofá na sala para ouvir as conversas de seu pai com militares e políticos. Habitando no olho do furacão que varria a Europa Central do início do século xx, a pequena D. Adelaide de Bragança acabou por viver aventuras e desventuras de pasmar: da Primeira Guerra Mundial recorda o racionamento e as filas para aquisição dos alimentos que então rareavam. “A certa altura, ainda eu era muito pequena, comíamos batatas ao pequeno-almoço, que vinham de comboio e no Inverno congelavam. Uma batata congelada nem um animal consegue comer: ficávamos sem a refeição.” D. Maria Adelaide ressalva que não chegou a passar fome pois, por ser muito pequena, sempre arranjava qualquer coisa quando passava na mercearia ou no talho. “O meu irmão (D. Duarte Nuno de Bragança), esse sim: primeiro porque não ‘pedia’, segundo porque não queria receber ‘assim’ os alimentos, e repartia o pouco que tinha, em prejuízo da sua saúde”, que se deteriorou, fazendo perigar os saudosos passeios de bicicleta que a pequena infanta dava com o irmão, sentada no guiador, recorda. Muito mais nova que as irmãs, não a atraíam brincadeiras e actividades próprias das meninas da época: detestava bonecas, rendas ou culinária.
Em busca de subsistência, a família refugiou-se então numa propriedade de um tio materno na Boémia, que no final da guerra acabou “requisitada” pelos comunistas, com os quais se encantou, “com as suas boinas vermelhas e cavalos altivos”.
Já em Viena, a jovem infanta estudou Enfermagem e Assistência Social, e habitou numa residência universitária, “uma coisa já natural para uma senhora na altura”. Cresceu de frente para um mundo em convulsão e testemunhou a ocupação nazi, ainda em Viena, onde, como enfermeira, acudia aos feridos entre bombardeamentos.
Apanhada pela Gestapo, foi presa, acusada de ouvir transmissões da BBC. Interrogada, esteve na solitária e foi libertada mediante a intervenção diplomática nacional, tendo-lhe sido concedido um passaporte português. Essa experiência, contudo, acabou por determinar a sua adesão à resistência organizada, no grupo O5, onde o seu nome de código era Mafalda. Já perto do fim da guerra foi presa uma segunda vez, vítima de uma denúncia que custou a vida a vários ingleses e judeus austríacos que se escondiam na sua casa em Seebenstein. Foram extremamente penosos, de fome e dor, os dias dessa prolongada prisão em Viena, então flagelada pelos Aliados, nos derradeiros meses da ocupação nazi. Com os ocupantes nervosos e em debandada, foi na iminência de uma execução sumária que a infanta de Portugal foi libertada pelo exército soviético.
Entre correrias, bombardeamentos e aflições, sem nunca perder de vista a assistência humanitária, conheceu um estudante de Medicina, de seu nome Nicolaas van Uden, com quem casou depois da guerra. “Ele como médico e eu como enfermeira estivemos para ir para África, mas pressionados pela família acabámos por vir para Portugal”, por volta de 1949, ainda antes da revogação da lei do banimento.
Instalada a família numa quinta em Murfacém, perto da Trafaria, D. Maria Adelaide cedo se entregou a uma intensa actividade, tendo dirigido a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, instituição de apoio a mães pobres em final de gravidez e a crianças abandonadas, dedicando a sua vida aos mais desfavorecidos. A sua forma de relacionamento e gestão pouco convencional para a sociedade “chique” do regime chocou algumas mentes mais puritanas, que a acusavam de comunista, facto negado pela sua profunda devoção católica.
Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a senhora D. Maria Adelaide celebra hoje 100 anos. Celebra-os com uma missa de Acção de Graças pelo dom da vida, na Igreja do Bom Sucesso, e um jantar simples organizado por amigos e família no Centro Cultural de Belém. A Senhora Infanta, como é tratada pelos mais próximos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da história dos últimos duzentos anos, constitui um verdadeiro exemplo de profunda nobreza, aliada a uma invulgar coragem e irreverência, que tanta falta faz nos dias de hoje.
João Távora, publicado no jornal i de 31 de Janeiro de 2012
Agradecimentos:
João Mattos e Silva, Adriano e Nuno van Uden, Nuno Pombo
No dia 30 de Novembro cumpriu-se o tradicional Jantar dos Conjurados organizado pela Causa Real, ocasião para mais de seiscentos portugueses entre os quais muitos jovens, se juntarem Centro Cultural de Belém em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa numa evocação aos heróis que há 371 anos instauraram a “Dinastia Portuguesa” da Casa de Bragança. Com a habitual leitura da mensagem de S.A.R. (aqui na integra) tratou-se este evento duma sóbria manifestação de sentido pátrio e solidariedade: a receita do jantar reverteu para a instituição Banco do Bebé, que à semelhança do Banco Alimentar apoia recém-nascidos de famílias carenciadas.
Clique em cima para visualizar o vídeo da mensagem de S.A.R. o Duque de Bragança
(…) Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida. Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando assumindo hoje consequências dolorosas para as pessoas, famílias e empresas.
A soberania de Portugal está gravemente ameaçada. A História, na crueza dos seus factos, revela-nos que, sempre que o País ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua Independência. (…)
(…) A dúvida que hoje se coloca não é a de que País vamos deixar aos nossos filhos mas sim que filhos devemos deixar ao nosso País. (…)
Perante a herança que as próximas gerações vão receber, é nosso dever, no mínimo, contribuir para lhes facultar as melhores ferramentas para o seu futuro e o de Portugal: educando-os e formando-os com respeito pelos princípios da honra, da responsabilidade e do amor à Pátria.
Ler na integra aqui
Que significado tem a monarquia hoje em dia? Diferenças existentes entre monarquia/republica. A isenção da Chefia de Estado. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC Radical no programa “Curto Circuito”, na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.
SAR o Duque de Bragança enfatiza o prestígio e as receitas geradas pelo mediatismo do Casamento Real e questiona algumas opções em Portugal, nomeadamente as Jóias da Coroa não estarem expostas. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC no programa “Boa Tarde”, na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.
SAR o Duque de Bragança comenta o seu casamento e como os portugueses o viveram de forma entusiasmada. Transmitido a 29-Abr-2011 na SIC no programa “Boa Tarde”, na sequência do Casamento Real ocorrido em Londres.