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Duque de Bragança distinguido em Timor com Ordem de Mérito e cidadania do País

“D. Duarte de Bragança, foi o português que mais lutou e se distinguiu pela causa de Timor e do seu povo (…) desde a primeira hora da invasão, ajudou milhares de timorenses”.

Foram estas as palavras do Presidente de Timor Lorosae José Ramos Horta na cerimónia no parlamento de Timor-Leste 2ª feira para a atribuição da nacionalidade timorense e condecoração do Chefe da Casa Real Portuguesa com a Ordem de Mérito desse País.

S. A. R. O Duarte de Bragança chegou na passada quinta-feira a Díli para uma visita de uma semana, durante a qual vai também aproveitar para ver alguns dos projetos de cooperação apoiados pela Fundação D. Manuel II.

Causa Real Reúne Conselho Monárquico para apresentação do Plano Estratégico 2012/2013


Conselho Monárquico da Causa Real reuniu em Lisboa Gonçalo Ribeiro Telles, Rui Moreira, Mendo Castro Henriques, José Adelino Maltez, Luis Coimbra em Lisboa entre outras personalidades, para apresentação de plano estratégico da Causa Real e para a reafirmação da essência dos ideais comuns: todos ao serviço de Portugal.

Os membros do Conselho Monárquico e do Conselho Superior da Causa Real estiveram este fim-de-semana reunidos num hotel de Lisboa, ocasião em que foi apresentada pela Comissão Executiva o plano estratégico para 2012/2013. O documento debatido assenta numa estratégia de credibilização, desmistificação e criação de visibilidade, apontando para a apresentação de uma alternativa política viável para Portugal e granjeou o apoio de todos os presentes.

Foram intervenientes no debate, entre outros presentes, Gonçalo Ribeiro Telles, Rui Moreira, Mendo Castro Henriques, José Adelino Maltez, Luis Coimbra, Luís Lavradio e João Távora, sempre com acento tónico na reafirmação da essência dos ideais comuns a todos ao serviço de Portugal, trave mestra e sentido último da militância monárquica.

Foi saudada a vitalidade do movimento monárquico patente nos últimos anos que, para além da Causa Real, vem contando com um número crescente de movimentos e grupos de simpatizantes, com linguagem e carismas próprios, na defesa do restabelecimento da Instituição Real no topo da hierarquia do Estado. Esta diversidade é da maior importância e atesta a riqueza do movimento monárquico no século XXI.

Seguiu-se uma reunião de trabalho da Direcção Nacional da Causa Real órgão que conta com os representantes de todas as Reais Associações espalhadas pelo país. Ao longo de quatro horas discutiu-se e aprofundaram-se os projectos da Causa Real para os próximos anos, cujas principais linhas de acção passam por um projecto de financiamento e de implementação de uma plataforma de comunicação que cobrirá todo o território nacional e, progressivamente, as comunidades lusófonas a nível mundial.


Homilia na Missa de sufrágio por El-Rei D. Carlos I e pelo Príncipe Real – 2012

Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. (…) Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei D. Carlos, com dois tiros disparados à sua retaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor D. Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.


APRENDER A SERVIR

1. Introdução. «Jesus disse-lhes: ‘Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa’»[1].

O desconsolo desta observação de Nosso Senhor, quando de passagem por Nazaré, bem podia reflectir o sentimento de estupefacção e de revoltada tristeza que necessariamente nos invade quando evocamos o hediondo crime em que pereceram Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Carlos I e Sua Alteza Real Dom Luís Filipe, Príncipe Real, no dia primeiro de Fevereiro de mil novecentos e oito.

Com efeito, também as vítimas do regicídio foram desprezadas na sua terra e, de algum modo, entre os seus parentes e em sua casa, porque a casa do monarca é o seu país e, o seu povo, a sua família alargada. Ao tombarem pela Pátria, El-Rei e o Príncipe sentiram porventura aquele mesmo desprezo de que se queixa Jesus Cristo, tanto mais injusto quanto procedente dos seus súbditos, daqueles mesmo de quem seria de esperar uma atitude de gratidão ou, pelo menos, de respeito pelo seu exemplar serviço à nação[2].

O pecado do Rei David que, ao recensear a população, duvidou da providencial protecção divina, foi expiado pelo seu povo, tendo perecido, por esse motivo, setenta mil homens, desde Dan até Bersabé[3]. De modo análogo, o sangue divino do Filho de David, segundo a sua linhagem humana[4], a todos resgatou da culpa original dos nossos primeiros pais, como já vaticinara o seu régio antepassado: «a vossa mão caia sobre mim e a minha família»[5]. Foi também para remir a nação que foi derramado, no Terreiro do Paço, o sangue real de El-Rei D. Carlos I e do Príncipe D. Luís Filipe.

Se mais de um século decorrido sobre esta nefasta efeméride nos reunimos em solene assembleia eucarística nesta Igreja de São Vicente de Fora, junto ao Panteão Real, onde repousam os corpos de El-Rei D. Carlos, do Príncipe e de outros membros da Família Real, é não apenas para sufragar as suas almas, mas também para agradecer a bênção do seu martírio e desagravar a nossa memória colectiva da culpa de que foram inocentes vítimas. Por isso, com o salmista, juntos rezámos: «Perdoai Senhor, a culpa do meu pecado»[6].

A História escreve-se com os grandes feitos dos nossos santos e heróis, mas também com as sombras dos pecados e traições dos nossos compatriotas. Se justamente nos orgulhamos de pertencer à estirpe de um Egas Moniz, de uma Rainha Santa, de um São Nuno Álvares Pereira, de uma Santa Beatriz da Silva, de um Dom Vasco da Gama, de uma Dona Filipa de Vilhena, ou de um Henrique de Paiva Couceiro, não podemos enjeitar a funesta herança daqueles nossos concidadãos que, como os regicidas, mancharam a nossa História com o sangue inocente de um Rei e de um Príncipe Real.

Se nos compete honrar a memória dos heróis, a triste sina dos traidores à Pátria nos obriga a pedir perdão ao Altíssimo pelos seus crimes e humildemente suplicar a Deus que nos conceda a graça da fidelidade e nos faça dignos filhos da Igreja e desta fidelíssima nação, a que nos orgulhamos de pertencer. «Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos, fazei que à minha volta só haja hinos de vitória»[1].

2. Cumprimentos. Antes de prosseguir com a exegese dos textos proclamados na liturgia da palavra desta celebração eucarística, importa saudar Suas Altezas Reais, os Duques de Bragança, o Senhor Dom Duarte e a Senhora D. Isabel, que, na sua qualidade de Chefes da Casa Real, são os representantes do penúltimo Rei de Portugal e do seu filho primogénito, em cuja memória se celebra esta Missa.

Este seu gesto, já habitual, releva não só piedosos sentimentos cristãos, mas também um muito salutar entendimento do seu patriotismo e da sua caridade cristã. Com efeito, sendo o actual Chefe da Casa Real procedente de um outro ramo da Casa de Bragança, seria compreensível que se dispensasse do encargo de homenagear os penúltimos membros da linha primogénita da Família Real, entretanto extinta, que esteve na origem do exílio e espoliação do Senhor D. Miguel I e da sua augusta descendência. Contudo, numa atitude que muito honra a sua condição cristã e o seu patriotismo, o Senhor Dom Duarte cumpre anualmente com esta nobre devoção, que evidencia a sua capacidade de antepor aos seus próprios sentimentos pessoais e às vicissitudes históricas da Família Real, o superior interesse da dinastia e da nação, como aliás sempre foi timbre da Casa de Bragança.

Ao Senhor Prior desta belíssima e emblemática Igreja de São Vicente de Fora agradeço a disponibilidade para esta celebração, assegurando-lhe a minha fraternal estima e uma especial lembrança nas minhas orações.

Não posso deixar de agradecer também ao Presidente da Causa Real a sua presença neste acto, bem como ao Presidente da Real Associação de Lisboa que, ao mandar celebrar esta Santa Missa, teve a amabilidade de me convidar, permitindo-me assim prestar, na medida em que a minha condição sacerdotal o permite, a minha humilde homenagem à Família Real e à Instituição que também os meus maiores serviram. Cumprimento, com especial deferência, o Presidente do Instituto da Nobreza Portuguesa e o Presidente da Associação da Nobreza Histórica de Portugal.

Refiro ainda a já habitual presença dos dignitários das Ordens dinásticas de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e de Santa Isabel, bem como os meus confrades da Soberana Ordem Militar de Malta e da Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, de que é Dama Grã-Cruz Sua Alteza a Senhora Infanta D. Maria Adelaide, que ontem mesmo festejou o centenário do seu nascimento e a quem felicito muito especialmente, em oração de acção de graças a Deus pelo dom da sua vida e do seu notabilíssimo testemunho cristão.

Saúdo também as demais organizações aqui representadas, com especial menção para os jovens monárquicos, prova viva da perenidade do ideal que os anima. Abraço por último, mas com igual afecto, todos os outros fiéis presentes, qualquer que seja a sua filiação partidária porque, na casa de Deus, que é a sua Igreja, todos somos irmãos na comunhão da mesma fé, esperança e caridade, qualquer que seja a nossa raça, língua, condição social ou opção política, desde que compatível com os valores cristãos.

3. A virtude do patriotismo. «Jesus dirigiu-se à sua terra e os discípulos acompanharam-no. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: ‘De onde lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?’ E ficavam perplexos a seu respeito»[2].

Esta breve passagem de Jesus por Nazaré – a terra de que tomou nome e em que viveu a maior parte da sua vida terrena, embora fosse natural de Belém de Judá[3] – é rica em ensinamentos. O exemplo da vida familiar e do trabalho artesanal do divino «carpinteiro, Filho de Maria»[4], é uma lição para todos nós, também chamados à perfeição da caridade ematravés dos nossos deveres domésticos e profissionais.

Em boa hora o recordou o Concílio Vaticano II[5], cujo cinquentenário festejaremos no presente ano. A este propósito, o Santo Padre Bento XVI convocou a Igreja universal para a celebração do Ano da Fé, que terá início precisamente no próximo dia 11 de Outubro, aniversário da solene abertura do referido Concílio ecuménico[6].

O aludido regresso de Nosso Senhor «à sua terra»[7], em que decorrera o seu crescimento «em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens»[8], também nos ensina a necessidade de cultivar o amor à Pátria e a necessidade de educar a juventude na escola dos valores cristãos e dos exemplos da nossa História.

pátria é, como o seu próprio nome indica, a terra dos pais. Era tão vivo o apego dos israelitas à terra dos pais que o Patriarca José, morto no exílio, quis ser sepultado na terra prometida[9]. Pela mesma razão, os habitantes daquela nação escolhida não se recenseavam no local da sua residência, mas no lugar de proveniência da sua família. É esta a razão que explica a viagem a Belém de Maria e de José, porque este «era da casa e família de David»[10]. E é, precisamente quando se encontram nessa pequena povoação da Judeia, que ocorre o nascimento de Jesus, para que assim se cumprissem as Escrituras[11].

O patriotismo é uma virtude moral exigida pelo IV Mandamento da Lei de Deus, que impõe a gozosa obrigação de honrar os progenitores. A veneração devida aos pais é extensiva à terra que, por ser deles, é, em sentido etimológico, a nossa pátria. Este sentimento patriótico é compatível com o respeito por todas as nacionalidades, de modo análogo a como a piedade filial não se opõe ao dever universal da caridade. Outra coisa seria um nacionalismo de carácter xenófobo, absolutamente incompatível com a exigência do Mandamento novo do Senhor[12], o qual atesta, ou não, a autenticidade da nossa condição de seus discípulos[13], ou seja, de verdadeiros cristãos.

Se o patriotismo decorre da piedade filial, é razoável que aos pais corresponda, em primeiríssimo lugar, a incumbência de instruir os seus filhos nos valores e tradições da sua terra e das suas gentes. Com a naturalidade com que se transmitem os princípios da religião, ou as normas da boa educação, as famílias devem ter também a preocupação de legar às gerações mais novas as tradições nacionais, que são expressão da identidade colectiva.

Nestes tempos, em que a História de Portugal é uma matéria quase omissa nos currículos escolares, ou a sua referência é feita em termos ideológicos que distorcem o seu verdadeiro sentido, há que apelar para a responsabilidade dos pais e avós em relação à formação religiosa e patriótica dos seus filhos e netos. É preciso que a nossa memória, como nação, não se dilua nos meandros dos projectos educativos de carácter global, que muitas vezes servem obscuros desígnios de suspeitas ideologias e interesses mundiais. É urgente que os exemplos dos nossos egrégios avós se conheçam nas nossas casas e que os nossos santos e heróis, agora que parece que foram expulsos dos calendários oficiais, continuem a ser as nossas principais referências e os modelos em que se inspira, sem anacrónicos saudosismos, a educação da nossa mocidade.

4. O difícil ofício de reinar. É significativo que São Marcos, que nos diz que Nosso Senhor foi carpinteiro durante os anos da sua vida em Nazaré[14], não refira que São José também desempenhara a mesma profissão. Contudo, não faltam referências bíblicas relativas ao ofício exercido por José, o esposo de Maria, a que os demais evangelistas atribuem o mesmo trabalho profissional exercido por Nosso Senhor, antes de iniciar a sua vida pública[15].

Não será portanto descabido concluir que a arte artesanal desempenhada pelo Filho de Deus durante quase toda a sua vida terrena e no qual foi experimentado mestre, porque d’Ele disseram os seus contemporâneos que tudo fez bem[16], foi um ofício aprendido directamente de seu pai e no seu ambiente familiar. São José, que era descendente, por varonia, do segundo Rei de Israel[17], ao mesmo tempo que ensinava a Jesus a história e tradições da sua nobilíssima estirpe, uma vez que era da casa e família do Rei David[18], também O instruía no ofício familiar, em que lhe viria a suceder.

Se é característico da Instituição real o seu carácter acentuadamente familiar, como em celebração análoga já se teve ocasião de recordar no ano passado, também é específico da monarquia esta aprendizagem familiar do difícil ofício de reinar. Com efeito, os reis, ao contrário de outros quaisquer titulares de cargos públicos, recebem desde o seu nascimento uma formação específica, que os prepara e habilita particularmente para o serviço da nação. O monarca não é uma pessoa guindada ao topo da hierarquia social por nenhum interesse particular, nem uma pessoa que chega à mais alta magistratura política em virtude do resultado de uma qualquer consulta popular, que nem sempre escolhe os melhores para as mais delicadas funções, mas alguém que foi preparado desde o nascimento para a superior representação do Estado, segundo a lógica do desinteresse pessoal e do bem comum.

Não deve estranhar que assim seja porque, com efeito, a chefia de Estado requer um apurado sentido patriótico e uma esmerada formação moral. Tais atributos nem sempre são compatíveis com os interesses partidários ou os arranjos eleitorais que estão, muitas vezes, na origem da ascensão política de indivíduos que, pela sua inexperiência ou falta de carácter, não dignificam a nação que representam ao mais alto nível. Pelo contrário, como ensina a sabedoria popular, «filho de peixe, sabe nadar».

Por isso, um presumível herdeiro do trono é submetido, desde o início da sua vida, a uma intensa formação específica, que o prepara para a eventualidade de um dia ser chamado a reinar. Mas reinar, segundo o ensinamento evangélico[19], mais não é do que servir e, por isso, essa instrução própria procura incutir no candidato à função régia um acentuado espírito de sacrifício e de abnegação: sacrifício, porque a sua existência há-de ser vivida apenas na lógica do bem nacional, a que hão-de ceder quaisquer outros interesses pessoais; abnegação, porque lhe está vedado qualquer protagonismo que não decorra, com necessidade, do legítimo exercício do seu poder.

Na medida em que o monarca, nos regimes constitucionais, reina sem governar, é um elemento de coesão e de unidade nacional, ao contrário dos líderes partidários que assumem a chefia do Estado e que, em geral, são sempre um factor de discordância política e de desagregação nacional.

A natureza não democrática, por assim dizer, da realeza, não é no entanto razão para que a Instituição seja vista com alguma reserva, por quem legitimamente defende a participação activa do povo na governação do país. Não só porque o efectivo exercício do poder executivo seria sempre confiada àqueles que demonstrassem merecer a confiança popular, mas também porque os regimes democráticos reconhecem que se faculte o acesso a algumas funções públicas de relevo não por plebiscito popular, mas pela provada competência e integridade da pessoa indigitada[20].

Ora a realeza, mais do que mero título ou condição, tem carácter de verdadeira profissão, sendo por isso da maior conveniência que, aqueles que são chamados para o serviço do bem comum no exercício dessa magistratura, sejam para o efeito preparados desde a sua nascença. E, como o exercício do poder real, mais do que uma competência técnica específica, exige uma elevada preparação moral, ninguém melhor do que a Família Real para incutir, no futuro monarca, as virtudes necessárias ao bom desempenho da chefia do Estado[21].

5. Homenagem a Sua Alteza Real, o Senhor Dom Luís Filipe, Príncipe Real. Seria porventura injusto afirmar que o breve reinado do Senhor D. Manuel II se ficou a dever ao facto de não ter sido inicialmente preparado para ocupar o trono, mas não restam dúvidas de que o seu malogrado irmão, o Príncipe Real, estava extraordinariamente apto para o desempenho do cargo que, não fora o regicídio, teria exercido certamente com grande sabedoria e óptimo proveito para Portugal.

Tendo, no ano passado, prestado a minha sentida homenagem às Rainhas de Portugal, sobretudo nas régias pessoas da Senhoras Dona Maria Pia e Dona Amélia, sem esquecer a Senhora Dona Isabel, quereria aproveitar esta circunstância para evocar brevemente Sua Alteza Real o Senhor Dom Luís Filipe, o Príncipe Real, a mais jovem vítima do trágico atentado de 1 de Fevereiro de 1908. Por razão da circunstância de nunca ter reinado, embora tenha sobrevivido por breves instantes a seu Pai, e ter o seu falecimento ocorrido no mesmo atentado em que também perdeu a vida El-Rei D. Carlos I, o Senhor Dom Luís Filipe parece nunca ter deixado a sombra correspondente à sua subalterna condição de príncipe herdeiro e de vítima secundária do dramático regicídio que pôs termo à sua tão jovem e promissora existência. Mas é de justiça que o quilate do seu carácter, a sua lealdade à Pátria e a sua valentia no serviço de El-Rei sejam recordados, muito sucintamente, no âmbito desta homilia.

Sem ânimo de esgotar a sua breve biografia, recorde-se que foi em Casa e sobretudo de seus augustos Pais, que Dom Luís Filipe aprendeu que a principal nobreza não é a que nasce das honrarias, ou dos títulos, nem a que se recebe pelo sangue, mas a que se afirma pelo espírito e se demonstra nas obras de serviço. Embora nascido em berço de oiro, o então Duque de Bragança não conheceu o conforto e as facilidades de que se costumam rodear as crianças da sua privilegiada condição, mas a exigência quase espartana de quem tem uma árdua missão a cumprir e a enorme responsabilidade de ser, pela sua vida, um exemplo e um modelo para os seus futuros súbditos.

Ser Rei é ser o primeiro na honra mas, sobretudo, o primeiro no serviço. Mais do que titular de privilégios e regalias, o monarca está, ao longo de toda a sua existência, preso aos pesados grilhões dos mais penosos deveres. Por isso, o Príncipe Real não foi educado para se passear nos salões, como um cortesão ou um boémio, mas para ser o primeiro vassalo de El-Rei e o seu mais destemido e sacrificado soldado, na contínua disponibilidade para o serviço da pátria. Educado segundo o espírito do Colégio Militar, cujo batalhão de alunos comandou, cedo conheceu o rigor das funções oficiais: fez o juramento, como Príncipe herdeiro, aos 14 anos; tomou posse, em 1906, do seu lugar no Conselho de Estado e assumiu a regência do Reino nesse mesmo ano, por ocasião da viagem dos soberanos à Corte de Madrid. Na companhia dos seus mestres e tutores, entre os quais cabe destacar Mouzinho de Albuquerque, sacrificadamente percorreu, de lés a lés, o império português, nomeadamente algumas das colónias ultramarinas.

Não estranha, portanto, que o seu último gesto, que por sinal lhe custou a vida, fosse um derradeiro acto de nobreza e de serviço. Com efeito, depois de traiçoeiramente assassinado El-Rei D. Carlos, com dois tiros disparados à sua rectaguarda, o Príncipe Real, que estava sentado à frente do monarca, levantou-se para responder ao vil ataque em que já perecera o seu Pai e o seu Rei. Foi então que ficou, ele também, na mira do regicida que, com um novo tiro, atingiu mortalmente o Senhor D. Luís Filipe, que veio a falecer pouco depois.

Nele parece ter-se inspirado o poeta quando escreveu: «Raia-lhe a farda o sangue / De braços estendidos,/ Alvo, louro, exangue,/ Fita com olhar langue/ E cego os céus perdido./Tão jovem! Que jovem era!»[22].

A vida foi o preço que o Príncipe Real pagou pelo seu patriotismo. E a valentia daquele desesperado ímpeto do seu amor filial e da sua fidelidade a El-Rei é tanto mais digna de ser celebrada quanto, naquela hora aziaga, foi a excepção à regra de muitas cobardes omissões, também entre os que era de esperar uma maior lealdade para com a Família Real.

Quero crer que é neste mesmo espírito cristão de abnegado serviço à pátria que Sua Alteza Real, o Senhor Dom Afonso, Príncipe da Beira, se prepara para a presumível representação dos Reis de Portugal, sem esquecer as suas actuais responsabilidades como imediato sucessor na chefia da Casa Real. Tem, decerto, em seus augustos Pais, o melhor exemplo e os melhores mestres. Conta também com a oração e o estímulo de todos nós, não apenas para que amanhã possa restaurar o lustre da sua Casa e de Portugal, mas para que desde já seja, pelo seu exemplo cristão e pelo seu patriotismo, uma referência para todos os jovens portugueses.

6. Conclusão. «Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria […] ?»[23]. É provável que, ao ter ocorrido este episódio em Nazaré, Nossa Senhora o tenha presenciado, prestando ao seu divino Filho a homenagem da fé e a adoração que os seus conterrâneos Lhe negaram.

Mais longe do que podia a razão humana e mais fervoroso do que o querer dos homens, assim o entendimento e o amor da «cheia de graça»[24], que nesta sua terra de Santa Maria veneramos especialmente como Nossa Senhora da Conceição, terão sabido transcender aquela desventura momentânea, na certeza de uma nova esperança. Também a tragédia do regicídio desperta, em nós, a expectativa de uma nova era.

Seja Ela, a Senhora da Conceição, a nossa intercessora junto de Deus Pai, de quem é filha, de Deus Filho, de quem é mãe, e de Deus Espírito Santo, de quem é esposa. Seja Ela, Santa Maria, a nossa voz junto de Deus, na inspirada prece do poeta: «Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia -, /Com que a chama do esforço se remoça,/ E outra vez conquistemos a Distância – / Do mar ou outra, mas que seja nossa!»[25].

Assim seja!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Lisboa, Igreja de São Vicente de Fora, 1-2-20


[1] Mc 6, 5.

[2] Cfr. Salmo 40 (41), 10.

[3] Cfr. 2 Sam, 24, 15.

[4] Cfr. Mt 1, 1-17, Lc 1, 30-33.

[5] 2 Sam 24, 17

[6] Salmo 31 (32), 5c

[7] Salmo 31 (32), 7.

[8] Mc 6, 1-3.

[9] Cfr. Mt 2, 1; Lc 2, 1-7.

[10] Mc 6, 3.

[11] Cfr. Concílio Vaticano II, Constituição dogmática ‘Lumen Gentium’, capítulo V, Vocação universal à santidade na Igreja, nº 39-42.

[12] Bento XVI, Carta apostólica ‘Porta da Fé’, 11-10-2011, nº 4.

[13] Mc 6,1.

[14] Lc 2, 52.

[15] Cfr. Heb 11, 22.

[16] Lc 2, 1-5; cfr. 1, 27; Mt 1, 20.

[17] Cfr. Mt 2, 1-6; Lc 2, 5-7.

[18] Jo 13, 34; 15, 12-13, etc.

[19] Jo 13, 35.

[20] Cfr. Mc 6, 3.

[21] Cfr. Mt 13, 55; Lc 4, 22.

[22] Cfr. Mc 7, 37.

[23] O Rei David, que sucedeu a Saul no trono de Israel (cfr. Mt 1, 20).

[24] Mt 1, 1-17; cfr. Lc 3, 23-38.

[25] Cfr. Mt 16, 24-28; 20, 20-28; Lc 14, 7-11; Jo 13, 1-17, etc.

[26] O Chefe de Estado Geral das Forças Armadas, os Presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional, o Presidente da Academia das Ciências, etc., não são sufragados pelo voto dos cidadãos e, contudo, ninguém nega a legitimidade que lhes assiste no exercício dos cargos que exercem para o bem da nação.

[27] Que o exercício do poder é, de facto, a melhor escola de governação, parece provar-se pelo facto de quase todos os chefes de Estado repetirem o inicial mandato, até ao ponto de se eternizarem no poder, salvo que a lei constitucional o não permita. Por sinal, não deixa de ser um princípio antidemocrático o que veda um terceiro ou quarto mandato a um titular de um poder público, ao mesmo tempo que uma envergonhada confissão de que o povo, quando livre, opta pela continuidade e estabilidade dos mais altos dignitários da nação, porventura manifestando deste jeito uma reminiscência histórica do favor popular com que sempre foi agraciada a instituição monárquica.

[28] Fernando Pessoa, O menino da sua mãe, versos 6-12.

[29] Mc 6, 3.

[30] Lc 1, 28.

[31] Fernando Pessoa, Prece, XII, in Mensagem, edição clonada, Guimarães Editores S. A, 2009, pág. 67.

Debate Monarquia vs república no Frágil



“Beber um copo com o regime” é um debate que promete ser renhido na Sexta-feira à noite no Bar Frágil. Patrocinado pelo PPM com Aline Gallasch-Hall em sua representação,  incluirá monárquicos de vários de várias paragens, como os membros do Conselho Monárquico da Causa Real Gonçalo Ribeiro Telles e Luís Coimbra, além de ilustres “independentes” como o Miguel Castelo Branco. A não faltar.

Obrigado Senhora Infanta, pela lição de Vida aos Portugueses

Adelaide de Bragança, a última neta viva do rei D. Miguel, celebrou ontem 100 anos de uma extraordinária vida

Foi há pouco mais de dois anos que num dia soalheiro e húmido de Novembro, por ocasião de uma entrevista para o boletim da Real Associação de Lisboa, com alguma emoção tive o privilégio de privar com a D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que hoje completa e festeja 100 anos de uma extraordinária vida.

Não deixa de ser algo irónico ter sido numa pequena moradia da “outra banda”, onde fomos tão acolhedoramente recebidos, que nos encontrámos com uma verdadeira princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema cor-de-rosa. Afilhada do rei D. Manuel II e da rainha D. Amélia, por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua feliz longevidade, a infanta rebelde, como ficou conhecida, é neta, a última neta viva, do rei D. Miguel, esse mesmo, o do tradicionalismo e da guerra civil de 1828-1834.

Filha mais nova do duque de Bragança D. Miguel (II) e de Maria Teresa, princesa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, D. Maria Adelaide nasceu ironicamente no dia 31 de Janeiro, em 1912, em St. Jean de Luz, no exílio a que todos os da sua família estavam sentenciados, tendo crescido em Seebenstein, na Áustria, em convívio com as mais influentes famílias europeias, sonhando com o país que não lhe era permitido conhecer. Vivia distante de Portugal mas era totalmente português o seu coração. E cresceu com o rigor de orçamentos matemáticos e com o estoicismo próprio dos exilados numa época histórica especialmente conturbada. Uma verdadeira mulher do mundo, vem-lhe da infância a curiosidade pelas questões políticas e humanitárias: a infanta confidenciou-nos que ainda pequena se escondia atrás de um sofá na sala para ouvir as conversas de seu pai com militares e políticos. Habitando no olho do furacão que varria a Europa Central do início do século xx, a pequena D. Adelaide de Bragança acabou por viver aventuras e desventuras de pasmar: da Primeira Guerra Mundial recorda o racionamento e as filas para aquisição dos alimentos que então rareavam. “A certa altura, ainda eu era muito pequena, comíamos batatas ao pequeno-almoço, que vinham de comboio e no Inverno congelavam. Uma batata congelada nem um animal consegue comer: ficávamos sem a refeição.” D. Maria Adelaide ressalva que não chegou a passar fome pois, por ser muito pequena, sempre arranjava qualquer coisa quando passava na mercearia ou no talho. “O meu irmão (D. Duarte Nuno de Bragança), esse sim: primeiro porque não ‘pedia’, segundo porque não queria receber ‘assim’ os alimentos, e repartia o pouco que tinha, em prejuízo da sua saúde”, que se deteriorou, fazendo perigar os saudosos passeios de bicicleta que a pequena infanta dava com o irmão, sentada no guiador, recorda. Muito mais nova que as irmãs, não a atraíam brincadeiras e actividades próprias das meninas da época: detestava bonecas, rendas ou culinária.

Em busca de subsistência, a família refugiou-se então numa propriedade de um tio materno na Boémia, que no final da guerra acabou “requisitada” pelos comunistas, com os quais se encantou, “com as suas boinas vermelhas e cavalos altivos”.

Já em Viena, a jovem infanta estudou Enfermagem e Assistência Social, e habitou numa residência universitária, “uma coisa já natural para uma senhora na altura”. Cresceu de frente para um mundo em convulsão e testemunhou a ocupação nazi, ainda em Viena, onde, como enfermeira, acudia aos feridos entre bombardeamentos.

Apanhada pela Gestapo, foi presa, acusada de ouvir transmissões da BBC. Interrogada, esteve na solitária e foi libertada mediante a intervenção diplomática nacional, tendo-lhe sido concedido um passaporte português. Essa experiência, contudo, acabou por determinar a sua adesão à resistência organizada, no grupo O5, onde o seu nome de código era Mafalda. Já perto do fim da guerra foi presa uma segunda vez, vítima de uma denúncia que custou a vida a vários ingleses e judeus austríacos que se escondiam na sua casa em Seebenstein. Foram extremamente penosos, de fome e dor, os dias dessa prolongada prisão em Viena, então flagelada pelos Aliados, nos derradeiros meses da ocupação nazi. Com os ocupantes nervosos e em debandada, foi na iminência de uma execução sumária que a infanta de Portugal foi libertada pelo exército soviético.

Entre correrias, bombardeamentos e aflições, sem nunca perder de vista a assistência humanitária, conheceu um estudante de Medicina, de seu nome Nicolaas van Uden, com quem casou depois da guerra. “Ele como médico e eu como enfermeira estivemos para ir para África, mas pressionados pela família acabámos por vir para Portugal”, por volta de 1949, ainda antes da revogação da lei do banimento.

Instalada a família numa quinta em Murfacém, perto da Trafaria, D. Maria Adelaide cedo se entregou a uma intensa actividade, tendo dirigido a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, em Porto Brandão, instituição de apoio a mães pobres em final de gravidez e a crianças abandonadas, dedicando a sua vida aos mais desfavorecidos. A sua forma de relacionamento e gestão pouco convencional para a sociedade “chique” do regime chocou algumas mentes mais puritanas, que a acusavam de comunista, facto negado pela sua profunda devoção católica.

Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a senhora D. Maria Adelaide celebra hoje 100 anos. Celebra-os com uma missa de Acção de Graças pelo dom da vida, na Igreja do Bom Sucesso, e um jantar simples organizado por amigos e família no Centro Cultural de Belém. A Senhora Infanta, como é tratada pelos mais próximos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da história dos últimos duzentos anos, constitui um verdadeiro exemplo de profunda nobreza, aliada a uma invulgar coragem e irreverência, que tanta falta faz nos dias de hoje.

João Távora, publicado no jornal i de 31 de Janeiro de 2012

Agradecimentos:

João Mattos e Silva, Adriano e Nuno van Uden, Nuno Pombo

Nota da Causa Real sobre a recente polémica com as declarações do Professor Cavaco Silva, Presidente da República

Pela importância e oportunidade do seu teor, a Real Associação de Lisboa publica a nota da Causa Real, instituição de que integra como estrutura regional.

A Causa Real defende ser a Coroa o órgão de topo da Chefia do Estado, pela sua natureza unificadora e inclusiva, factor diferenciador do cargo presidencial em abstracto, que pela sua natureza, é sectário, independentemente de quem o ocupa. Não compete à Causa Real como instituição monárquica suprapartidária reconhecida pelo Chefe da Casa Real, sem prejuízo das posições pessoais dos seus membros ou militantes, imiscuir-se em questões fracturantes, na tomada de partido a favor ou contra este ou outro qualquer presidente da república, partido ou actor politico.

A Direcção

Assembleia Geral – 2012

25 de Fevereiro de 2012
2:00 pmaté às7:00 pm


Está convocada para o próximo dia 25 de Fevereiro a Assembleia Geral da Real Associação de Lisboa. Entre os pontos da Ordem de Trabalhos está a eleição dos órgãos sociais para o próximo triénio.

Celebração dos Cem Anos de SAS a Infanta Dona Maria Adelaide de Bragança

Cópia de Infanta+e+D.Amélia

No próximo dia 31 de Janeiro D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal e última neta viva do rei D. Miguel celebra 100 anos de idade.
Estão abertas inscrições para um jantar de festa e homenagem aquela que é conhecida pela Princesa Rebelde, pela sua longa intervenção cívica, da resistência ao nazismo à afronta a Salazar e aos poderes instalados.

Inscreva-se, aqui!

PROGRAMA

- 18h45m Igreja do Bom Sucesso Missa de Acção de Graças presidida pelo Senhor Bispo de Beja

- 20h15m – Jantar de Homenagem no Centro Cultural de Belem

Inscrições: Envio de comprovativo de Transferência bancária para o NIB 0007 0023 0057 6270 00796 para o seguinte endereço de e-mail : commenda.ccb@cerger.com até ao dia 27 de Janeiro às 12.00h mencionando o nome das pessoas a que correspondem.

Informações : 213 627 527 ou 92 597 98 36

ATENÇÃO : Face à limitação do espaço será respeitada a ordem de inscrição

PREÇO DO JANTAR : 20,00 €



Missa por alma de SMF o Rei Dom Carlos e SAR o Príncipe Dom Luís Filipe

1 de Fevereiro de 2012
7:00 pmaté às8:00 pm


A Real Associação de Lisboa vai mandar celebrar, como habitualmente, Missa de Sufrágio por Sua Majestade o Rei Dom Carlos e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro.
A Eucaristia terá lugar na Igreja de São Vicente de Fora, pelas 19 horas , seguida de romagem aos túmulos d’El-Rei e do Príncipe Real.  Será celebrante o Revº Senhor Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada e será acompanhada pelo coro Figomaduro . Estarão presentes SS AA RR os Senhores Duques de Bragança.


Álbum de fotografias Jantar dos Conjurados 2011

Estão  já disponíveis “on line” para visualização e encomenda as fotografias do Jantar dos Conjurados 2011 de Vera Sobral Fotografia.

Para tal o procedimento deverá ser o seguinte:

1 – Aceder ao sítio de Vera Sobral Fotografia (clicar na hiperligação)

2 – Clicar em GALERIA

3 – Preencher campo username: jantar

4 – Preencher campo password: conjurados



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