A Juventude Monárquica de Lisboa promove no Foxtrot, em Lisboa um “Copo com” Doutor Manuel Monteiro.
Terá como tema o título a Tese de Doutoramento do convidado, “Recenseamento Eleitoral em Portugal”.
XXIV Aniversário da Real de Lisboa (15-Jun-2013)
A Real Associação de Lisboa comemora o seu XXIV aniversário com o habitual passeio, a realizar no dia 15 de Junho, promovendo simultaneamente o convívio entre os associados e dando a conhecer o rico património histórico e cultural do nosso país.
Escolhemos este ano as Linhas de Torres, evocando assim o esforço glorioso de quem as edificou e de quem as defendeu, e com tal esforço salvaguardou a Independência Nacional. Teremos como guia o Sr. Coronel Américo Henriques, já conhecido de muitos de vós.
Ao dar-vos conhecimento desta iniciativa, aproveitamos a oportunidade para reafirmar neste período de grave crise nacional o nosso compromisso de servir Portugal através do Ideal Monárquico, personificado em S.A.R. o Senhor Dom Duarte, Duque de Bragança, contando também com a vossa colaboração na prossecução de tal desiderato.
Juntamos o programa detalhado do Passeio de Aniversário, e estamos ao vosso dispor para quaisquer esclarecimentos adicionais através dos contactos habituais.
Programa – 15 de Junho de 2013
09:30 – Partida de Lisboa, em autocarro, da Praça de Espanha, junto ao parque de estacionamento na esquina com Avenida de Berna (parqueamento gratuito). 10:00 – Chegada a Mafra, seguindo-se sessão de apresentação “As Linhas de Torres no contexto da Guerra Peninsular”. 11:00 – Chegada a Torres Vedras e visita das Linhas de Torres (Forte Grande de Alqueidão, Pêro Negro, e outros pontos de interesse). 13:00 – Almoço em Mafra. 14:30 – Visita ao Convento de Mafra (parte conventual, normalmente fechada ao público). 16:00 – Regresso a Lisboa / Praça de Espanha.
Donativo por pessoa (deslocações e almoço) – 25€
Donativo por pessoa para jovens até aos 25 anos – 20€
(Recomendamos calçado confortável)
Inscrições até dia 12 de Junho:
- Directamente na nossa sede
– Pelo endereço electrónico: secretariado @ reallisboa.pt
– Pelo telefone: 21342811
Horário de atendimento:das 11:00 às 12:45 e das 15:00 às 17:45, de segunda a quinta-feira
Monarquia no Correio da Manhã TV
A questão dos custos da presidência da república versus chefia de Estado monárquica como ponto de partida para os comentários de João Távora, vice presidente da Real Associação de Lisboa sobre a questão do regime, num excerto duma rubrica do “CM Jornal 20H – Fim de Semana” do Correio da Manhã TV a propósito da investidura do Rei Guilherme Alexandre dos Países Baixos dirigido por João Ferreira e com a participação de Aberto Miranda da revista VIP.
“Portugal no Mundo”
No dia 7 de Maio, pelas 18:30, no Auditório da Livraria Ferin, na Rua Nova do Almada, 74 terá lugar uma conversa denominada PORTUGAL NO MUNDO. Terá como orador o Prof. Doutor J. Paiva Boléo-Tomé, médico, professor catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, publicista e ensaísta com vasta obra publicada de que salientamos “Um Olhar Para Portugal no Mundo” (Edições Colibri).
Nestes dias em que as palavras “crise”, “decadência”, “medo” dominam a sociedade portuguesa, mais importante se torna lembrar a experiência nacional no que tem de mais positivo, desde logo para colhermos ensinamentos para o tempo presente.
João Gil lembrou que SAR Dom Duarte foi esquecido nas comemorações de Timor
No programa Bairro Alto da RTP2, João Gil lembrou que SAR Dom Duarte foi esquecido nas comemorações de Timor.
“(…) apercebi-me da situação e também já sabia que era uma situação incómoda à esquerda, à direita, ao centro. É uma má consciência de Portugal. Era incómodo! Ninguém gostava de falar muito da questão de Timor e curiosamente uma das pessoas que estava no terreno a apoiar a comunidade timorense e os refugiados, era exactamente o candidato à Coroa Portuguesa – Dom Duarte – injustamente esquecido depois nas comemorações e no festejo da libertação. Dom Duarte pouco ou quase nada foi tido em conta. Uma pessoa discreta e estava a fazer um trabalho de campo incrível. Mas não entendo porque é que foi posto de lado. Não entendo… Ele estava lá a apoiar no terreno, andava lá todos os dias, era uma pessoa que eles contavam com o apoio… Aí estava a ser Rei. De facto incrível (…)”
Nota sobre a Assembleia Geral 2013
Com a presença de cerca de sessenta associados, decorreu na tarde do passado Sábado dia 9 de Março na Casa da Comarca da Sertã a Assembleia Geral Ordinária da Real Associação de Lisboa. Seguindo a ordem de Trabalhos, foi aprovado o Relatório e Contas relativo ao exercício de 2012 assim como o regulamento interno devidamente revisto à luz dos novos Estatutos da Causa Real. Além da ratificação da cooptação do Vogal Pedro Amaro para a direcção, foram eleitos Delegados ao Congresso da Causa Real de 2013 os seguintes associados: Miguel Cabral de Moncada, Maria Câmara Aguiar, António Ponces de Carvalho, Luís Miguel Martins (Suplente) e Rui Lage (Suplente). Acrescem a estes os que forem nomeados pela Direcção nos termos estatutários. A assembleia foi encerrada com um debate e contributos diversos para uma estratégia de intervenção política monárquica.
A direcção
A questão monárquica vista por Stéphane Bern
A monarquia está actualmente presente em uma dúzia de países europeus, mas até que ponto é que o papel dos reis e das rainhas é relevante? Será justificável decapitar estas instituições?
Stéphane Bern, jornalista perito em assuntos da monarquia, responde a esta e outras perguntas, colocadas pelos telespectadores.
Owen Brown, Bélgica: Gostava de saber para que serve um rei?
Stéphane Bern: “Pode até parecer decorativo, mas um rei é como uma pedra angular. Rebentamos a pedra e toda a estrutura entra em colapso. De certa forma, é o cimento de uma nação, é um embaixador, um símbolo nacional que promove a união. É como se existisse um árbitro. O árbitro não pode ser o capitão de uma das duas equipas. Julgo que os adeptos de futebol compreendem bem a metáfora.”
Alex Taylor, Euronews: Mas há nações que passam bem sem reis, como o seu país Stéphane.
Stéphane Bern: “Se se passasse bem não teríamos no centro do nosso debate a questão da identidade. A nível partidário pode haver uma cisão ao mais alto nível do Estado. Penso que é preciso diferenciar as coisas. Há o simbolismo de uma nação e de um Estado e ao mesmo tempo a vida de um Governo e alternância. Percebemo-lo em Espanha, na Grã-Bretanha, Bélgica, funciona bastante bem. O objetivo é manter a unidade nacional e preservar a identidade no exterior. Vemos, por exemplo, que os reis se converteram em embaixadores, caixeiros-viajantes, principalmente em período de crise. Fazem as malas e partem a vender o produto nacional no mundo. Abrem as portas ao comércio, porque se converteram de certa forma em caixeiros-viajantes de luxo.”
Antoine, Lyon, França: Consegue explicar porque é que as pessoas que vivem em países sem monarquia se sentem fascinadas pelas nações que a conservam?
Alex Taylor, Euronews: É verdade que em vários países, a França incluída, as pessoas se sentem fascinadas com o que passa, por exemplo, no Reino Unido. Porquê?
Stéphane Bern: “Há duas razões. Por um lado julgo que há uma espécie de complexo, um fenómeno de culpabilização, secreto sem dúvida, pela decapitação do nosso rei. Ao mesmo tempo surge o fascínio.”
Alex Taylor, Euronews: Ainda?
Stéphane Bern: “Não tenho sentimentos de culpa, mas consigo entender. E por isso pedimos ao nosso chefe de Estado que esteja à altura da rainha de Inglaterra ou de David Cameron, o primeiro-ministro. É muito complicado. Existe uma esquizofrenia permanente, mas é verdade o que dizia o general De Gaulle, que ‘os franceses têm o gosto dos príncipes, mas procuram-no sempre no estrangeiro’. Ao mesmo tempo, os países que têm uma monarquia são sempre um pouco criticados porque existe uma visão de notário, principalmente em contexto de crise, existe uma visão de contabilista ao estilo de ‘Quanto custa uma monarquia?’ É preciso dizer que custa três vezes menos do que uma República porque não há eleições presidenciais e poderia ser cinco vezes mais, porque existe o turismo e todos os contratos comerciais de que falei, que se firmam graças à presença de um monarca que garante uma larga duração destes contratos.”
Inma, Espanha: Porque é que os países com um rei e uma rainha são geralmente demasiado “pró-monárquicos”. As críticas na imprensa parecem ser pouco toleradas. Há uma censura?
Stéphane Bern: “Pelo contrário, não há qualquer censura. Assistimos, por exemplo, em Espanha, onde os catalães queimaram por vezes efígies reais e a crítica continua a existir. Também o percebemos no episódio da caça que envolveu o rei de Espanha. O rei foi obrigado – o que nunca acontece – um chefe de Estado ir à televisão pedir desculpa ao povo espanhol por uma falta de gosto, uma falta política. Mas ele também fez coisas formidáveis durante o reinado e foi pedir desculpa por uma coisa que o culpavam. Não só julgo que a crítica é muito fácil, como não se dúvida em fazê-lo porque não se pode entrar no jogo da resposta. Os reis e as rainhas da Europa não respondem e eu defendo-os porque penso que é demasiado fácil atacá-los constantemente, a um poder que é simbólico. Não é um poder político, é um poder simbólico, um poder moral. É preciso um poder simbólico que garanta o respeito de todos os cidadãos. Vou colocar uma questão. Porque é que as monarquias europeias continuam a ser uma ponta de lança da modernidade? Se nos debruçarmos sobre as monarquias escandinava ou britânica constatamos que continuam à frente de países como a França na evolução dos costumes, sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, numa série de questões sociais. Todas as monarquias estão à frente das repúblicas. Curioso, não?”
Wes, Reino Unido: Vi recentemente nas notícias que as famílias reais espanhola e sueca tiveram ambas problemas com a lei. Gostaria de saber se isso terá impacto no apoio público?
Alex Taylor, Euronews: As travessuras de Karl Gustav na Suécia, o genro do rei de Espanha apanhado num caso de desvio de fundos, são escândalos não muito favoráveis à monarquia em geral, para a imagem de marca.
Stéphane Bern: “Evidentemente podemos questionar-nos sobre os escândalos que afetam ou não as diferentes monarquias. Desde que o soberano faça convenientemente o seu trabalho, julgo que não o criticaremos. É verdade que uma monarquia é antes de mais uma família que reina, por isso pode criticá-lo pelo comportamento do genro, mas repare, em Espanha cortam-se os ramos quando estão mortos. Por exemplo, o rei cortou relações com o genro com comportamentos impróprios, apesar do caso ainda não ter chegado a tribunal. Veremos o que acontece. Quanto à vida privada do rei da Suécia não afeta em nada a posição que ocupa enquanto soberano do país.”
Alex Taylor, Euronews: Mas não é muito bom para a imagem do rei como símbolo, como imagem de marca de um país.
Stéphane Bern: “Efetivamente, como símbolo e imagem de marca do país, podemos criticá-lo por várias coisas, mas algumas têm três décadas. Julgo que entretanto amadureceu, deixou o passado de mulherengo e de príncipe insubordinado acabando por cumprir uma verdadeira missão. A monarquia sueca é muito popular, basta ver a multidão que se juntou para o casamento da princesa Vitória. Eu próprio estive lá e posso assegurar que os suecos apoiam a coroa. Julgo que não há crise de regime, de identidade que ameace a família real. Pode até haver crises significativas em Espanha, com o movimento independentista catalão. Depois existe a Bélgica com o rei que é o cimento da nação e depois, talvez, a rainha de Inglaterra. Conseguirá garantir que a Escócia continua a ser parte do Reino Unido? São estas as questões que importam, parece-me, não as de saber se o rei teve relações extraconjugais há 30 anos.”
Marin, Bélgica: Gostaria de saber o que levou o Stéphane Bern a interessar-se tanto pela monarquia?
Alex Taylor, Euronews: Gostava de ter sido rei?
Stéphane Bern: “De todo. Não tenho qualquer fantasma nobiliárquico, nem real, nem principesco. Simplesmente a minha família é de origem luxemburguesa e a monarquia do Luxemburgo defendeu a independência e a identidade do Luxemburgo. Foi importante porque a minha família teve de abandonar o território durante a guerra quando os nazis invadiram a região em 1940. A Grã-duquesa Charlotte defendeu verdadeiramente a causa. Incarnou a resistência ao inimigo nazi e isto é algo que não podemos esquecer quando vivemos dramas. Eu fui criado com este espírito. No espírito que a nossa família grão-ducal defendeu a nossa identidade, a nossa soberania e independência cobiçada pelos vizinhos poderosos. Se continuamos a existir como nação, isso deve-se em grande parte à nossa família grão-ducal. Foi assim que caí neste caldeirão. Descobri certa vez que também sou francês. Tentei ver os méritos e mergulhei na história. Quando o fazemos aprendemos sobre as nossas origens e talvez a perceber em que direcção caminhamos.”
Entrevista Alex Taylor Euronews
D. Manuel II, um patriota no exílio
Esta quinta-feira, dia 28 de Fevereiro, às 17h30, no instituto D. Antão de Almada, no Palácio da Independência, em Lisboa, terá lugar a conferência “D. Manuel II, um patriota no exílio”, a cargo da Senhora Dra. D. Maria de Jesus Caimoto Duarte, associada da Real Associação de Lisboa. Esta é uma interessante iniciativa do Núcleo Feminino da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e da Associação das Antigas Alunas do Instituto de Odivelas. A entrada é livre.
Projecto de Regulamento Interno
O Regulamento Interno da Real Associação de Lisboa data de 2002, aprovado na Assembleia Geral do dia 7 de Dezembro de 2002.
A aprovação dos novos Estatutos da Real Associação de Lisboa, bem como a dos novos Estatutos da Causa Real, impõem a revisão do mesmo.
Deliberou a Direcção da Real Associação de Lisboa no passado dia 18 de Abril de 2012 constituir uma Comissão de Revisão do Regulamento Interno, integrada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, João Mattos e Silva, o Secretário da Mesa da Assembleia Geral, Tiago Beirão Bello, o Presidente da Direcção, Nuno Pombo, o Secretário da Direcção, Luís Barata, e o associado Vasco Soares da Veiga, jurista de reconhecido mérito.
O presente Projecto de Regulamento Interno resulta dos trabalhos desta Comissão de Revisão, com as modificações introduzidas pela deliberação da Direcção de 19 de Fevereiro de 2013, e vai ser submetido à apreciação da Assembleia Geral Ordinária de 9 de Março de 2013. (mais…)
In Memorian: 105º aniversário sobre o regicídio
No âmbito do 105 aniversário sobre o trágico assassinato que vitimou Sua Majestade o Rei Dom Carlos I e Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Filipe, no próximo dia 1 de Fevereiro de 2013 a Real Associação de Lisboa mandará celebrar em homenagem a estes augustos mártires da nossa Pátria uma missa na Igreja de São Vicente de Fora, ao que se seguirá uma romagem ao Panteão Real onde será depositada uma coroa de flores junto aos túmulos de El-Rei e do Príncipe Real por Suas Altezas Reais os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.