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Álbum de fotografias Jantar dos Conjurados 2011

Estão  já disponíveis “on line” para visualização e encomenda as fotografias do Jantar dos Conjurados 2011 de Vera Sobral Fotografia.

Para tal o procedimento deverá ser o seguinte:

1 – Aceder ao sítio de Vera Sobral Fotografia (clicar na hiperligação)

2 – Clicar em GALERIA

3 – Preencher campo username: jantar

4 – Preencher campo password: conjurados



“O Dia de Portugal devia ser celebrado a 1 de Dezembro” (in Expresso 03-Dez-2011)

Duarte Nuno, duque de Bragança, é o rosto e a voz dos monárquicos portugueses. Aceitou dar uma entrevista quando o risco de acabar o feriado do Dia da Restauração se tornou bem real. Era o palco principal das celebrações dos adeptos da monarquia que, assume, já “são 30%, da população”. Dom Duarte discorda. Para ele o perigo continua a vir de Espanha.


expreso_3-dez-2011P Choca-o o fim deste feriado?
R Acho que se podia juntar o feriado de 10 de junho com o 1 de dezembro, porque o dia de Portugal foi escolhido um pouco arbitrariamente. Foi o Camões, como poderia ser outra personagem histórica. Podia ser o Nuno Álvares… Celebrando o Dia de Portugal a 1 de dezembro — um feriado criado na 1ª República — celebrava-se a independência. Porque a mensagem que se passa ao não se celebrar a independência é a de que o assunto não tem importância Se quiserem entregar-nos a Espanha, porque não?

P Há risco dessa interpretação?
R
Claro que sim. Faz parte de uma campanha que dura há muito de que Portugal não tem viabilidade e que mais vale sermos espanhóis.

P Sabe a origem da campanha?
R
Há interesses económicos de empresários que veem vantagens nessa associação. Há interesses ideológicos, que vêm desde os revolucionários de 1910. Há uma corrente iberista que vai passando a sua mensagem. As pessoas tentadas por estas ideias deveriam visitar a Catalunha, o País Basco, a Galiza e ver como é bom ser dominado pelos castelhanos! Uma coisa é a nossa colaboração – e eu gosto imenso de Espanha e da família real – mas temos de tratar os espanhóis em pé de igualdade. Quando eles começam a mandar noutros povos são sempre problemáticos.

P Os perigos não vêm antes de França e da Alemanha?
R Não acho. As empresas alemãs em Portugal são excelentes exemplos. Os empresários espanhóis são completamente diferentes. O problema não é esse. Nós achámos que éramos ricos como os alemães, começámos a gastar como eles e até mais. Agora, temos de pagar. A culpa não é de modo nenhum da senhora Merkel. A culpa é nossa.

P Não vê na crise europeia o risco de invasão da soberania?
R Só quando pagarmos o que devemos recuperaremos esse tipo de soberania. Os países mais bem governados acham que somos um bocado irresponsáveis, que não nos sabemos governar.

P Concorda?
R Fomos muito irresponsáveis, de facto. Tentei sempre contrariar os excessos de autoestradas, a Expo, o CCB, uma grande quantidade de coisas que se estava mesmo a ver não iam produzir riqueza. Toda a gente achava que não tinha razão. Contrariei quanto pude a entrada no euro, porque não tínhamos competitividade para isso. A verdade é que os países que não estão no euro, no geral, estão melhor.

P O fim do 1º de dezembro tira-lhe espaço de intervenção?
R Não quero ser como os profetas que acabaram apedrejados por estarem sempre a dizer coisas muito chatas… Há uma parte da população que me ouve. Ouvem-me os adeptos da monarquia e esses serão cerca de 30%, dizem as sondagens. Esse alertar para os problemas nacionais e propor soluções positivas sempre poderei fazer.

P Há monárquicos no Governo? Ouviram-no sobre isto?
R Há vários, até inscritos em organizações. Mas não fui ouvido sobre este tema, embora já tenha contactado com membros do Governo e tenha tido conversas muito interessantes com o primeiro-ministro.

P A supressão de feriados é necessária?
R Não sei. Acho que podia ser uma medida provisória, até a situação económica estabilizar. O que acho muito mau para a produtividade são as pontes. Foi um hábito que se criou que é francamente desaconselhável.

P Vê uma saída para esta crise?
R Depende. Como não temos moeda para desvalorizar só pode ser com medidas duras. Mas é preciso que sejam justas e que não haja grupos que fiquem de fora dos sacrifícios.

P A população percebe a necessidade destas medidas?
R Há aquele ditado popular de “o que tem de ser tem muita força”. Mas é preciso explicar. E há que dar exemplos. É importante consumir produtos nacionais. Digo isto há anos. Os particulares ainda ligam alguma coisa. O Estado não liga nenhuma: veja os carros que compram! Importam materiais e mão de obra para as grandes obras públicas!

NÃO À REVOLUÇÃO

Os portugueses vão contestar a austeridade?
As pessoas estão suficientemente informadas para perceberem que a revolta não leva a nada. O que resolve é essa capacidade portuguesa para o desenrascanço.

Soares disse que poderá haver uma revolução…
Está a voltar aos seus tempos heróicos da revolta. É muito jovem de espírito e como se revoltou para implantar a democracia, acha que estamos na mesma. Só que o regime não democrático estava economicamente muito bem e os revolucionários de 74 puderam ser generosos com o dinheiro que a 2ª República acumulou. Acho que foi Thatcher quem disse que o socialismo era a arte de ser muito generoso com o dinheiro dos outros.

Precisamente por essa falta de dinheiro, podia dar-se uma revolução…
Não vejo sinais. O marxismo-leninismo está completamente fora de moda, ninguém acredita nisso. Nem mesmo em Cuba… Há um lugar onde o socialismo e até o comunismo funcionam muito bem, que são os conventos. Aí, divide-se tudo, partilha-se tudo. Mas é voluntário.


Texto – Rosa Pedroso Silva

Fotos – Luís Faustino


P Choca-o o fim deste feriado?
R Acho que se podia juntar o feriado de 10 de junho com o 1 de dezembro, porque o dia de Portugal foi escolhido um pouco arbitrariamente. Foi o Camões, como poderia ser outra personagem histórica. Podia ser o Nuno Álvares… Celebrando o Dia de Portugal a 1 de dezembro — um feriado criado na 1ª República — celebrava-se a independência. Porque a mensagem que se passa ao não se celebrar a independência é a de que o assunto não tem importância Se quiserem entregar-nos a Espanha, porque não?
P Há risco dessa interpretação?
R Claro que sim. Faz parte de uma campanha que dura há muito de que Portugal não tem viabilidade e que mais vale sermos espanhóis,
P Sabe a origem da campanha?
R Há interesses económicos de empresários que veem vantagens nessa associação. Há interesses ideológicos, que vêm desde os revolucionários de 1910. Há uma corrente iberista que vai passando a sua mensagem. As pessoas tentadas por estas ideias deveriam visitar a Catalunha, o País Basco, a Galiza e ver como é bom ser dominado pelos castelhanos! Uma coisa é a nossa colaboração – e eu gosto imenso de Espanha e da família real – mas temos de tratar os espanhóis em pé de igualdade. Quando eles começam a mandar noutros povos são sempre problemáticos.
P Os perigos não vêm antes de França e da Alemanha?
R Não acho. As empresas alemãs em Portugal são excelentes exemplos. Os empresários espanhóis são completamente diferentes. O problema não é esse. Nós achámos que éramos ricos como os alemães, começámos a gastar como eles e até mais. Agora, temos de pagar. A culpa não é de modo nenhum da senhora Merkel. A culpa é nossa.
P Não vê na crise europeia o risco de invasão da soberania?
R Só quando pagarmos o que devemos recuperaremos esse tipo de soberania. Os países mais bem governados acham que somos um bocado irresponsáveis, que não nos sabemos governar.
P Concorda?
R Fomos muito irresponsáveis, de facto. Tentei sempre contrariar os excessos de autoestradas, a Expo, o CCB, uma grande quantidade de coisas que se estava mesmo a ver não iam produzir riqueza. Toda a gente achava que não tinha razão. Contrariei quanto pude a entrada no euro, porque não tínhamos competitividade para isso. A verdade é que os países que não estão no euro, no geral, estão melhor.
P O fim do 1º de dezembro tira-lhe espaço de intervenção?
R Não quero ser como os profetas que acabaram apedrejados por estarem sempre a dizer coisas muito chatas… Há uma parte da população que me ouve. Ouvem-me os adeptos da monarquia e esses serão cerca de 30%, dizem as sondagens. Esse alertar para os problemas nacionais e propor soluções positivas sempre poderei fazer.
P Há monárquicos no Governo? Ouviram-no sobre isto?
R Há vários, até inscritos em organizações. Mas não fui ouvido sobre este tema, embora já tenha contactado com membros do Governo e tenha tido conversas muito interessantes com o primeiro-ministro.
P A supressão de feriados é necessária?
R Não sei. Acho que podia ser uma medida provisória, até a situação económica estabilizar. O que acho muito mau para a produtividade são as pontes. Foi um hábito que se criou que é francamente desaconselhável.
P Vê uma saída para esta crise?
R Depende. Como não temos moeda para desvalorizar só pode ser com medidas duras. Mas é preciso que sejam justas e que não haja grupos que fiquem de fora dos sacrifícios.
P A população percebe a necessidade destas medidas?
R Há aquele ditado popular de “o que tem de ser tem muita força”. Mas é preciso explicar. E há que dar exemplos. É importante consumir produtos nacionais. Digo isto há anos. Os particulares ainda ligam alguma coisa. O Estado não liga nenhuma: veja os carros que compram! Importam materiais e mão de obra para as grandes obras públicas!
NÃO À REVOLUÇÃO
Os portugueses vão contestar a austeridade?
As pessoas estão suficientemente informadas para perceberem que a revolta não leva a nada. O que resolve é essa capacidade portuguesa para o desenrascanço.
Soares disse que poderá haver uma revolução…
Está a voltar aos seus tempos heróicos da revolta. É muito jovem de espírito e como se revoltou para implantar a democracia, acha que estamos na mesma. Só que o regime não democrático estava economicamente muito bem e os revolucionários de 74 puderam ser generosos com o dinheiro que a 2ª República acumulou. Acho que foi Thatcher quem disse que o socialismo era a arte de ser muito generoso com o dinheiro dos outros.
Precisamente por essa falta de dinheiro, podia dar-se uma revolução…
Não vejo sinais. O marxismo-leninismo está completamente fora de moda, ninguém acredita nisso. Nem mesmo em Cuba… Há um lugar onde o socialismo e até o comunismo funcionam muito bem, que são os conventos. Aí, divide-se tudo, partilha-se tudo. Mas é voluntário.
Texto – Rosa Pedroso Silva Fotos – Luís Faustino

Fonte: Expresso nº 2040 de 03 de Dezembro de 2011, p. 8


Jantar dos Conjurados 2011 e Vídeo da Mensagem de S.A.R. Duque de Bragança

No dia 30 de Novembro cumpriu-se o tradicional Jantar dos Conjurados organizado pela Causa Real, ocasião para mais de seiscentos portugueses entre os quais muitos jovens, se juntarem Centro Cultural de Belém em torno do Chefe da Casa Real Portuguesa numa evocação aos heróis que há 371 anos instauraram a “Dinastia Portuguesa” da Casa de Bragança. Com a habitual leitura da mensagem de S.A.R. (aqui na integra) tratou-se este evento duma sóbria manifestação de sentido pátrio e solidariedade: a receita do jantar reverteu para a instituição Banco do Bebé, que à semelhança do Banco Alimentar apoia recém-nascidos de famílias carenciadas.

Clique em cima para visualizar o vídeo da mensagem de S.A.R. o Duque de Bragança

(…) Portugal atravessa uma das maiores crises da sua longa vida. Crise que, disfarçada por enganosas facilidades, foi silenciosamente avançando assumindo hoje consequências dolorosas para as pessoas, famílias e empresas.

A soberania de Portugal está gravemente ameaçada. A História, na crueza dos seus factos, revela-nos que, sempre que o País ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua Independência. (…)

(…) A dúvida que hoje se coloca não é a de que País vamos deixar aos nossos filhos mas sim que filhos devemos deixar ao nosso País. (…)
Perante a herança que as próximas gerações vão receber, é nosso dever, no mínimo, contribuir para lhes facultar as melhores ferramentas para o seu futuro e o de Portugal: educando-os e formando-os com respeito pelos princípios da honra, da responsabilidade e do amor à Pátria.

Ler na integra aqui


D. Duarte contra extinção do feriado de 1 de Dezembro (in Diário de Notícias 01-Dez-2011)

O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou hoje que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.

“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.

Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.

Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.

O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.

“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892″, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.

Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.

“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.

Além disso, adiantou, deve-se incentivar a autossuficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.

Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.

Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.

Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.

“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.

Fonte: Diário de Notícias

“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.
Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.
Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.
O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.
“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892″, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.
Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.
“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.
Além disso, adiantou, deve-se incentivar a autossuficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.
Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.
Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.
Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.
“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.Fonte: Diário de Notícias



Extinção do 1.º de Dezembro desvaloriza dia que mais devia unir os portugueses, diz Duarte Pio (in Público 01-Dez-2011)

O chefe da casa real portuguesa, Duarte Pio, afirmou nesta quarta-feira que a soberania de Portugal está ameaçada, considerando que a extinção do feriado do 1.º de Dezembro desvaloriza o dia que mais devia unir os portugueses.

“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.

Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.

Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.

O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.

“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892”, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.

Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.

“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.

Além disso, adiantou, deve-se incentivar a auto-suficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.

Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.

Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.

Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.

“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.

Fonte: Público

“A soberania de Portugal está gravemente ameaçada”, disse Duarte Pio no discurso comemorativo da Restauração da Independência, proferido em Lisboa, defendendo que o país atravessa “uma das maiores crises da sua longa vida”.
Para o herdeiro da casa real, a actual crise constitui um risco para a soberania já que a história mostra que “sempre que o país ficou enfraquecido, aumentou a vulnerabilidade à perda da sua independência”.
Independência que, para Duarte Pio, está a ser desvalorizada “por alguns”, face “à ameaça de extinção do feriado evocativo do dia que mais devia unir os portugueses”.
O feriado de 1.º de Dezembro, que assinala a restauração da independência de Portugal face a Espanha em 1640, é um dos quatro que o Governo pretende extinguir como forma de aumentar a produtividade do país.
“A actual e humilhante dependência de Portugal dos credores internacionais é comparável à que resultou da crise financeira de 1890-1892”, que “levou ao fim do regime da monarquia democrática”, disse.
Em sua opinião “é urgente” criar um debate nacional para analisar os modelos económico e político “que estiveram na origem do depauperamento do Estado”, até porque “é notório que os portugueses não se revêem no modelo de representatividade política em vigor”.
“Porque não considerar outras formas de representação popular complementares, através de outro tipo de representantes mais directamente relacionadas com a população, por exemplo, oriundos dos municípios, modelo este com raízes mais profundas nas tradições históricas e culturais de Portugal”, questionou.
Além disso, adiantou, deve-se incentivar a auto-suficiência económica, apostando nas actividades agrícolas e do mar.
Duarte Pio defendeu ainda a necessidade estratégica de aprofundar as relações com os países lusófonos, propondo a criação de um espaço económico comum aos países da CPLP que possa evoluir para uma confederação.
Criticando o “estilo de vida artificialmente cultivado nas últimas décadas”, Duarte Pio afirmou ser necessária “uma rigorosa responsabilização moral”, que julga dever começar com o esclarecimento pelos governantes sobre “o concreto destino dos avultados financiamentos resultantes dos compromissos assumidos pelo Estado ao abrigo do programa de assistência económica e financeira”.
Ainda assim, Duarte Pio garantiu confiar na “força anímica do povo”, em especial da juventude, para “restaurar Portugal”.
“Acredito que os nossos governantes tirem conclusões dos erros passados e que tenham a inteligência e vontade de corrigir o que ainda for possível emendar, colocando Portugal acima dos interesses partidários”, concluiu.


1º de Dezembro, Dia da Independência

1 de Dezembro de 2011
4:00 pmaté às5:00 pm

Como habitualmente, terá lugar no dia 1 de Dezembro, a cerimónia de homenagem aos Restauradores de 1640, junto ao seu monumento, pelas 16h00, que contará com a presença de Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte, Chefe da Casa Real portuguesa. O presidente da Real Associação de Lisboa irá depor uma coroa de flores, em representação da Real Associação, prestando assim a homenagem dos monárquicos aos que tudo arriscaram , naquele dia, para que Portugal recuperasse a sua soberania e a sua independência, restaurando a Coroa na pessoa do Duque de Bragança, D. João.
Apela-se a todos para que compareçam neste acto de memória e de afirmação patriótica.