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Monárquicos mobilizam-se para contestar o 5 de Outubro

Pedro Caldeira Rodrigues, Agência Lusa

Uma exposição sobre a “perseguição à imprensa” e uma “Proclamação de Lealdade” a D. Duarte Nuno são algumas das iniciativas previstas por diversas correntes monárquicas e que coincidem com o centenário da implantação da República.

A organização “Plataforma do Centenário da República” inaugura na segunda feira às 17h00 no Palácio da Independência, em Lisboa, a exposição “A Repressão da Imprensa na I República”, que integra várias dezenas de quadros e “evidencia a existência de um sistema repressivo regular e duradouro mantido ao longo da I República”, segundo os organizadores.

“A ‘Plataforma do Centenário da República’ tem um site onde há mais de dois anos apresenta uma historiografia independente da propaganda e sobre a República, que é mistificada. Nesse sentido organizou esta exposição e a apresentação será feita por José Manuel Fernandes, ex-diretor do Público”, precisou em declarações à Lusa João Távora, 49 anos, membro do conselho executivo da Causa Real, da direção da Real Associação de Lisboa e um dos organizadores do evento.

As iniciativas monárquicas prosseguem no dia 5 de outubro, em Guimarães, com uma “Proclamação de Lealdade” para com o Chefe da Casa Real, D. Duarte Nuno, Duque de Bragança, que fará uma alocução seguida de sessão de cumprimentos.

O objetivo consiste em juntar membros de todas as Reais Associações do país, simpatizantes da Causa Monárquica e “cidadãos que não se reveem na atual forma de regime”, ainda segundo os promotores.

“Vamos juntar os monárquicos à volta do Sr. D. Duarte no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães, que é o berço da nacionalidade”, sublinha João Távora, que define o 5 de outubro como “o corolário de uma série de infelicidades que sucederam a Portugal no final do século XIX e princípio do século XX”.

Na perspetiva do dirigente da Causa Real, a República significa “mais um pouco da perda da nossa identidade, uma data que não assinalamos com alegria”. E que surge na sequência de um regicídio, definido como “um golpe de Estado violento a um regime constitucional que era tendencialmente livre e democrático como eram todos naquela época, e legitimado por uma Constituição”.

João Távora arrisca uma abordagem comparativa ao sugerir que o 5 de outubro “seria como se um partido radical da esquerda ou da direita, com pouca relevância nacional, aproveitasse o atual momento de crise, fizesse um golpe de Estado e mudasse o regime de alto a baixo”.

Um problema que na sua perspetiva “afeta Portugal há muitos séculos, sistematicamente deitar abaixo estruturas e instituições com obra, para começar tudo outra vez. É um fado que implica sermos um dos países mais atrasados da Europa moderna, estamos sempre no fim do pelotão”.

Após recordar que se refere a um país “com 900 anos de História e onde era natural que se vivesse uma monarquia estável”, insiste numa das principais reivindicações da correntes monárquicas: a “necessidade do regime nos dar o direito de sufragar a República, porque a República nunca foi sufragada e foi segurada por Salazar”. Assim, a democracia apenas foi alcançada após o 25 de abril “e ainda não é completa”, argumenta.

Ao socorrer-se de uma frase de Miguel Estevas Cardoso ‘Os monárquicos são o maior grupo na clandestinidade em Portugal’, João Távora sintetiza, em conclusão, os 16 anos da I República: “Essencialmente um regime terrorista, com muitas nuances, teve muitos governos mas ofereceu-nos de bandeja uma ditadura de mais 48 anos, porque é bom não separar as duas ditaduras. Uma ditadura popular e uma ditadura do Estado Novo”.

Arruada em Belém

2 de Outubro de 2010
3:00 pmaté às5:00 pm

Com início às 15h00 na Praça do Império, em frente do Mosteiro dos Jerónimos

Arruada na zona de S. Bento

1 de Outubro de 2010
3:00 pmaté às5:00 pm

Com início às 15h00 no Largo Victorino Damásio

Cinco de Outubro 2010 – todos em Guimarães

busmonarquico

Com vista a promover presença significativa de monárquicos para a Proclamação de Lealdade para S.A.R. Senhor D. Duarte Pio no próximo dia 5 de Outubro no Paço dos Duques de Bragança em Guimarães, a Real Associação de Lisboa disponibiliza transporte em autocarro. (Completo)

A partida far-se-á da Praça Marquês de Pombal, lado Sul às 9,00hs da manhã estando o regresso previsto para as 17,00 hs.

Arruada em Cascais

25 de Setembro de 2010
10:30 amaté às1:00 pm

No próximo sábado, 25 de Setembro, vai ter lugar uma acção de rua em Cascais.Local de reunião e início da acção, Largo da estação dos combóios, às 10h30. Comapareça. Leve a sua  bandeira.

Exposição – Centenário da República

4 de Outubro de 2010
11:00 amaté às12:00 pm

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No Palácio da Independência Segunda-feira dia 04 de Outubro pelas 17,00hs será inaugurada a exposição A Repressão da Imprensa na 1ª República, concebida por Carlos Bobone com o apoio da Causa Real e com a chancela da Plataforma do Centenário da República. Estará patente até dia 15.

Proclamação de Lealdade – Guimarães

5 de Outubro de 2010
3:00 pmaté às5:00 pm

Apela-se a todos os monárquicos a marcarem presença Terça-feira 5 de Outubro em Guimarães no Paço dos Duques de Bragança às 15,00 numa Proclamação de Lealdade para com o Chefe da Casa Real, Senhor D. Duarte Pio que fará uma importante alocução, seguida de sessão de cumprimentos.

Inscrições para camioneta a partir de 22 de Setembro e até 1 de Outubro, na sede da Real Associação de Lisboa, das 15hoo às 18hoo e na Loja on line.

Reserva para Adulto – 20,00€

Reserva para Jovens -10,00€