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Jantar junta monárquicos e “republicanos de bom humor”


Um grupo de monárquicos vai homenagear os bloguistas que hastearam a bandeira monárquica na Câmara de Lisboa, num jantar com “republicanos de bom humor”, depois de hoje terem sido hasteadas outra bandeiras “azuis e brancas” em Cascais.
A bisneta do primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga, Teresa de Arriaga, e o republicando Nuno Ramos de Almeida estarão presentes no jantar, na terça-feira num restaurante de Lisboa, promovido pela ala monárquica do blogue “Corta-Fitas” e pela “Plataforma do Centenário da República”.
O designado “grande jantar da liberdade” vai homenagear o “arguido” Rodrigo Moita de Deus, Henrique Burnay e Nuno Miguel Guedes, co-autores do blogue 31 da Armanda, que hastearam a bandeira azul e branca Monárquica na Câmara de Lisboa na semana passada.
“Queremos homenageá-los pela ideia, que colocou o assunto em cima da mesa, de forma tão salutar”, disse à Lusa João Távora, uma dos promotores da iniciativa.
O “assunto” colocado em cima da mesa é a discussão sobre a Monarquia, em vésperas do Centenário da República.
“Portugal poderia ser uma Monarquia, como os países mais desenvolvidos da Europa e isso é um tema de discussão, que não necessita de desencadear reacções tão virulentas”, argumentou.
“Não é este o problema do país e não sendo este o problema do país tem que ser discutido com alguma racionalidade e não despertando ódios antigos ou questões laterais”, sublinhou.
Para João Távora, “esta é uma oportunidade não para instaurar a Monarquia, mas para fazer mais monárquicos” através de uma discussão que não põe em causa que a República esteja “legitimada”.
O “monárquico activista” considera “possível” que a replicação do hastear das bandeiras prossiga, como esta madrugada em Cascais, continuando a colocar “o assunto” em discussão, um objectivo que presidiu à criação da “Plataforma do Centenário da República”.
Esta plataforma de monárquicos comprou há dois anos os domínios da Internet relacionados com o Centenário da República e quer “recentrar as comemorações na República Portuguesa, no regime que foi realmente implantado, não deixando que as mesmas resvalem para uma vaga e descomprometida afirmação de princípios humanitários”.
“Estamos conscientes do perigo que representa uma posição de crítica sistemática, procurando dar a conhecer os pontos negativos de um regime. A visão de um período histórico pode ser prejudicada por simpatias ou antipatias preconcebidas. Por isso recorreremos tanto quanto possível à documentação contemporânea, a imagens, textos e números que falem por si, evitando as opiniões militantes”, lê-se no manifesto da plataforma.

Um grupo de monárquicos vai homenagear os bloguistas que hastearam a bandeira monárquica na Câmara de Lisboa, num jantar com “republicanos de bom humor”, depois de hoje terem sido hasteadas outra bandeiras “azuis e brancas” em Cascais.

A bisneta do primeiro Presidente da República, Manuel de Arriaga, Teresa de Arriaga, e o republicando Nuno Ramos de Almeida estarão presentes no jantar, na terça-feira num restaurante de Lisboa, promovido pela ala monárquica do blogue “Corta-Fitas” e pela “Plataforma do Centenário da República”.

O designado “grande jantar da liberdade” vai homenagear o “arguido” Rodrigo Moita de Deus, Henrique Burnay e Nuno Miguel Guedes, co-autores do blogue 31 da Armanda, que hastearam a bandeira azul e branca Monárquica na Câmara de Lisboa na semana passada.

“Queremos homenageá-los pela ideia, que colocou o assunto em cima da mesa, de forma tão salutar”, disse à Lusa João Távora, uma dos promotores da iniciativa.

O “assunto” colocado em cima da mesa é a discussão sobre a Monarquia, em vésperas do Centenário da República.

“Portugal poderia ser uma Monarquia, como os países mais desenvolvidos da Europa e isso é um tema de discussão, que não necessita de desencadear reacções tão virulentas”, argumentou.

“Não é este o problema do país e não sendo este o problema do país tem que ser discutido com alguma racionalidade e não despertando ódios antigos ou questões laterais”, sublinhou.

Para João Távora, “esta é uma oportunidade não para instaurar a Monarquia, mas para fazer mais monárquicos” através de uma discussão que não põe em causa que a República esteja “legitimada”.

O “monárquico activista” considera “possível” que a replicação do hastear das bandeiras prossiga, como esta madrugada em Cascais, continuando a colocar “o assunto” em discussão, um objectivo que presidiu à criação da “Plataforma do Centenário da República”.

Esta plataforma de monárquicos comprou há dois anos os domínios da Internet relacionados com o Centenário da República e quer “recentrar as comemorações na República Portuguesa, no regime que foi realmente implantado, não deixando que as mesmas resvalem para uma vaga e descomprometida afirmação de princípios humanitários”.

“Estamos conscientes do perigo que representa uma posição de crítica sistemática, procurando dar a conhecer os pontos negativos de um regime. A visão de um período histórico pode ser prejudicada por simpatias ou antipatias preconcebidas. Por isso recorreremos tanto quanto possível à documentação contemporânea, a imagens, textos e números que falem por si, evitando as opiniões militantes”, lê-se no manifesto da plataforma.

Diário de Notícias Online